Lembretes para o eu-pai

Estes dias estava lendo um artigo da Bodhi Kids e achei os “exercícios” tão bacanas que resolvi traduzir e colocar no Blog, como lembretes para mim mesmo.

Seriam quase um guia de como pretendo levar minha paternidade.

“Suas crianças não são suas crianças. Elas são os filhos e as filhas do desejo da vida por si mesma” – Kahlil Gibran

(…) Abaixo estão 12 exercícios do livro Everyday Blessings: The Inner Work of Mindful Parenting by Jon and Myla Kabat-Zinn. Enquanto você os lê tenha em mente que o foco da paternidade consciente (mindful parenting) não é ser uma tarefa, mais uma coisa que você precisa tentar acertar. Em vez disso, é uma exploração do momento presente, por mais confuso que possa parecer.

Pode ser difícil largar o seu lado “adulto” por um tempo longo, mas você vai achar que é tão fascinante como entrar em um novo mundo vivo. Este é o mundo do seu filho, a mente dele. Na verdade, talvez você até experimente sua própria imaginação se contorcendo em jeitos que ela não tem feito desde que você era uma criança.

A própria percepção da sua vida pode parecer menos rígida e mais maleável de repente. A parte mais surpreendente é que, se você conseguir encontrar com seu filho no aqui e agora, a comunicação e confiança tende a se aprofundar entre vocês. Não é mais uma tarefa. É o que Kahlil Gibran descreve como o “desejo da vida por si mesma”.

1. Tente imaginar o mundo a partir do ponto de vista da criança, deliberadamente deixando de lado o seu próprio ponto de vista. Tente fazer isso todo dia por pelo menos alguns momentos, para se lembrar de quem seu filho é e o que ele enfrenta no mundo.

2. Imagine como você aparece e soa a partir do ponto de vista do seu filho; imagine você sendo o seu próprio pai/mãe, neste momento. Como isso poderia modificar a forma como você se comporta no seu corpo e no espaço, a forma como você fala e o quê você diz? Como você quer se relacionar com seu filho neste momento?

3. Pratique ver seus filhos como sendo perfeitos do jeito que são. Trabalhe para aceitá-los do jeito que são nos momentos em que é mais difícil para você fazer isso.

4. Esteja consciente das expectativas que você tem em relação aos seus filhos, e considere se elas são, realmente, o melhor para seus filhos. Esteja consciente, também, da forma como você comunica essas expectativas e como elas afetam suas crianças.

5. Pratique altruísmo, colocando as necessidades dos seus filhos acima das suas, sempre que possível. Então veja se não existe algum terreno comum onde suas necessidades possam ser satisfeitas também. Você pode se surpreender com quantas sobreposições são possíveis, especialmente se você for paciente e buscar o equilíbrio.

6. Quando você se sentir perdido, ou no meio de uma perda, lembre-se de parar. Medite sobre o todo, trazendo toda a sua atenção para a situação, para a criança, para você, para a família. Fazendo isso, você pode ir além do pensamento e perceber intuitivamente, com todo o seu ser, o que realmente precisa ser feito.

7. Tente personificar uma presença silenciosa. Ouça com atenção.

8. Aprenda a viver com a tensão sem perder seu equilíbrio. Pratique entrar em qualquer momento, por mais difícil que seja, sem tentar mudar alguma coisa e sem esperar um resultado em particular. Veja o que é “viável” se você está disposto a confiar em sua intuição e instintos.

9. Peça desculpas para o seu filho quando você tiver traído sua confiança, mesmo que tenha sido bem pouco. Desculpas são curativas e demonstram que você vê a situação de forma mais clara, ou mais a partir do ponto de vista da criança. Mas “me desculpe” perde seu significado se o usarmos muito ou se fazemos da culpa um habito.

10. Toda criança é especial, e toda criança tem necessidades especiais. Cada uma vê o mundo de uma forma completamente única. Guarde uma imagem de cada filho em seu coração. Beba de sua existência, desejando o bem à eles.

11. Há momentos muito importantes quando precisamos praticar sermos claros, fortes e inequívocos com os nossos filhos. Deixe estes momentos vir, tanto quanto possível, da consciência, generosidade e discernimento, em vez do medo, autojustificação, ou do desejo de controlar. Paternidade consciente não significa ser indulgente, negligente ou fraco; nem significa ser rígido e controlador

12. O melhor presente que você pode dar ao seu filho é você mesmo. Isso significa que parte do seu trabalho como pai é continuar a crescer em autoconhecimento e consciência. Precisamos estar centrados no momento presente para compartilhar o que temos de melhor e mais profundo em nós mesmos.

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Uma resposta para Lembretes para o eu-pai

  1. Luise Marta Bauch disse:

    Muito bom mesmo !!

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