Palestras das quais participei até o momento

Algumas das minhas experiências como palestrante:

Participação no evento “Paternidade Consciente”, em comemoração ao dia dos
pais, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Porto Alegre. Ago 2018

Participação no evento “Pai: os desafios da paternidade atual” do Portal Papo
de Homem, como facilitador de rodas de conversa. Ago 2017.

Palestra intitulada “Rampas resolvem tudo?” ministrada no Simpósio de
Inclusão e Acessibilidade, da Advocacia Geral da União. Brasília, Dez 2017.

A apresentação da palestra “Hemofilia, um problema ou apenas mais um
obstáculo?”, nos eventos ProACTH (Programa de Atualização Científica no
Tratamento da Hemofilia) da empresa Novo Nordisk, em São Paulo e
Campinas. 2017.

Mesa Redonda e Palestra no painel “Inclusão e Diversidade” do 15º Congresso
de Stress da ISMA-BR e 17º Fórum Internacional de Qualidade de Vida no
Trabalho., com o título “Qualidades pervasivas e a deficiência como
aprendizado”. Jun 2015.

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Textos, traduções, entrevistas e vídeos

Aqui vai uma lista dos textos, das traduções, das entrevistas e dos vídeos que tenho feito e que estão publicados pela internet afora:

Vídeos

Não deixe o medo te dominar | canal hemofilia

Deficiente não é coitadinho | Caixa-preta #24 | Portal Papo de Homem Youtube link

Textos

A paternidade e as mudanças | Revista Bodisatva

Inspiração: O que define sua liberdade? Viver sonhando com ela ou escolher praticá-la a cada instante da vida? | Senhora Perfeitinha

No portal Papo de homem tem outros 30 textos que escrevi, mas, pra não deixar a lista muito grande, você pode ver todos eles neste link

Traduções

Como as pessoas podem ser intrinsecamente boas se tentam ativamente nos prejudicar? | Buda Virtual

Trate a todos como um Buda | Buda Virtual

A espada afiada de Prajna | Buda Virtual

Além do meio ambiente: se apaixonando novamente pela Mãe Terra | Buda Virtual

Lave a louça, varra as folhas: A sabedoria dos antigos donos de casa | Buda Virtual

Ela que ouve os choros do mundo | Buda Virtual

A raiva enquanto resposta às injustiças | Buda Virtual

Os elementos do amor genuíno. Thich Nhat Hanh on True Love | Buda Virtual

Entrevistas

Nadando contra a maré | Revista Fator Vida | Ed. 6, Jun 2013, pag. 24

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Praia!

A uns 4 anos atrás, eu estava escrevendo sobre a minha viagem-solo pela Nova Zelândia, lembra? Era eu, minha mochila e um mundo a explorar.

Pois muito bem. A viagem que vou contar agora é quase o extremo oposto daquela: descemos a Serra do Mar, rumo à Ubatuba, com a família inteira dentro de uma mini-van. Não da pra ser mais farofa 😀

Eu tinha alguns dias de férias para tirar ainda em 2014, mas não estávamos na pilha de fazer algo muito radical, queríamos mesmo era descansar um pouco da rotina da paternidade/maternidade. Então nada melhor do que pegar uma praia!

Pedimos emprestado a casa da minha tia na Praia do Lázaro em Ubatuba e convidamos meus sogros e minha mãe para irem junto, assim eles podiam curtir o neto, a praia, e ainda nos ajudar a descansar da rotina.

Nossa mini van e todos os passageiros

Nossa mini van e todos os passageiros

E num é que deu super certo? Descansamos, pegamos todos os dias com sol, Miguelito experimentou água salgada e areia, nadamos, passeamos, prozeamos, nadamos, rimos, curtimos e rolou até um churrasquinho.

Abaixo algumas fotos da viagem-farofa 😉

Essa vida de pai tem me surpreendido cada vez mais!

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Lembretes para o eu-pai

Estes dias estava lendo um artigo da Bodhi Kids e achei os “exercícios” tão bacanas que resolvi traduzir e colocar no Blog, como lembretes para mim mesmo.

Seriam quase um guia de como pretendo levar minha paternidade.

Continuar lendo

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5 coisas que aprendi com a paternidade

Ser pai realmente muda demais a vida de um homem. Em meio a várias mudanças, fraldas sujas, choros esporádicos e trabalhos constantes, é bem fácil se esquecer de dar um passo atrás e olhar o quadro de fora.

Mas, se nos lembrarmos de manter um olho atento, é bem capaz que a paternidade seja uma ótima chance de aprender muita coisa.

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Abaixo eu listo 5 coisas que aprendi, até agora, depois que recebi o titulo vitalício de pai:

  • Se você estiver ninando uma criança e não se sentir embalado também, as chances são poucas dela adormecer. Por outro lado, se os ritmos do seu corpo e da sua voz te levarem junto e você enxergar a possibilidade de também dormir ali, a criança dorme tranquilamente;
  • É bonito ver como um bebê se entrega, sem cerimônias, sem vergonha nenhuma: a gente faz massagem ele relaxa todinho, a água ta um pouquinho mais fria ele reclama, o colo ta bom ele dorme tranquilo, ele se caga todo e sorri satisfeito. A gente vai crescendo e não se deixa entregar assim tão fácil, vai ficando cheio de o-que-é-que-as-pessoas-vão-pensar-?
  • A forma como educamos as crianças é realmente muito estranha: passamos meses (ou anos) comemorando cada arroto após mamar, pra depois gastar tempo e energia ensinando que arrotar é feio;
  • Nunca achei que iria manejar um bilau – que não fosse o meu – com tanta destreza e confiança;
  • Você tem que esquecer a SUA agenda, os SEUS compromissos, as SUAS vontades, a SUA rotina, e fazer de tudo para que a rotina do bebê não mude. Rotina é tudo para uma criança, traz segurança e tranquilidade para um serzinho que ainda não entende bem este mundo.

Conforme novas observações forem surgindo vou postando aqui 🙂

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Nasceu a “Ervilinha”

Oi pessoal, este post é pra contar que o filhote nasceu  no dia 21/04, às 13:54, com 3,9kg e 51cm.

O nosso parto foi muito bonito e emocionante. ‘Nosso’ porque eu me senti parindo junto, participando de tudo e chorei de emoção no final : )

Mas vamos do começo:

Depois de uma noite bem dormida, acordamos as 7:30 e a Marilia sentiu que tava saindo um liquido estranho – era o tampão saindo, mas ainda não sabíamos disso – tomamos o café da manhã e veio um ‘xixizão’ – era a bolsa rompendo, mas ainda não sabíamos disso – seguido por uma cólica bem incomoda – eram as contrações da fase ativa, mas ainda não sabíamos disso.

Continuamos com a rotina normal da casa. Eu fui lavar a louça e a Marilia foi se arrumar pra passar o dia.
Quando eu acabei de lavar a louça, fui trabalhar numa tradução enquanto a “cólica” já tava bem forte. Ela não conseguia achar uma posição confortável, nem no sofá, nem na bola de pilates, nem na cama, nem de pé, nem sentada, nem no chuveiro. Ficou andando pra la e pra cá, varrendo o chão, tirando o lixo, e a “cólica” rolando.

Mesmo com a dor das “cólicas” aumentando cada vez mais, a Marilia insistia de que “não é nada. Vai passar daqui a pouco. Não vai nascer hoje, não”.

Ainda assim, ligamos pra nossa parteira (que mora aqui no mesmo condomínio) e pra Doula. Todas diziam que não era nada, que provavelmente era apenas a fase latente, que era pra tomar um Buscopan pras cólicas, tentar comer alguma coisa e ir cronometrando as contrações – foi aí que descobrimos que as “colicas” eram contrações.

Comecei a arrumar a sala, por via das dúvidas. Abri espaço, empurrei os móveis, coloquei o tatame no chão, inflei a piscina, deixei os baldes e aquecedores de água prontos, coloquei a extensão no chuveirinho e cortei umas mexericas pra ela comer.

Nada adiantava e as contrações aumentando de intensidade. Depois de uma hora controlando e cronometrando, liguei pra parteira dizendo que foram 46 contrações em uma hora, com média de 45s de duração e 1min entre cada uma.

Esses números foram o sinal de que o trabalho de parto ja tava em pleno andamento! Nada de fase latente, ja era fase (muito) ativa!

Ligamos pra Doula e pra fotógrafa, dizendo que podiam vir imediatamente e corri pra começar a encher a piscina com água quente. A Marilia se esgoelava de tanto gritar de dor.

A parteira e a parturiente

A parteira e a parturiente

Em casa, como sempre deveria ser

Em casa, como sempre deveria ser

Assim que nossa vizinha-parteira chegou (ja era meio dia), ela examinou a Marilia e viu que ja tava com 8cm de dilatação (pra quem ainda não está nesse universo, 8cm de dilatação é estar praticamente parindo).

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Rodeada de pessoas queridas

Exaustão e coragem

Exaustão e coragem

O resto da equipe chegou la pelas 12:30 – 13:00. Colocamos a Marilia na piscina, mesmo estando ainda meio vazia e eu fui liberado da função de esquentar água, pra ficar ao lado dela.

Enfrentando mais uma contração

Enfrentando mais uma contração

Entendi como nunca o que significa manter a energia estável, constante e presente. O mundo podia explodir que eu iria ficar ali, olhando nos olhos da Marilia. Nada me abalava: nem os gritos, nem a expressão de dor, nem a equipe, nem o calor, nada.

O mundo foi desligado e só sobraram os olhos dela

O mundo foi desligado e só sobraram os olhos dela

Vi a cabecinha emergindo bem devagar, a cada contração. Primeiro os cabelos, depois as orelhas e, numa última contração, um jato quente fez sair um corpo todo enrugado.

Emergindo pra vida

Emergindo pra vida

As 13:54 o Miguel veio ao mundo, dentro d’água, e eu segurei aquele serzinho frágil e assustado. Entreguei pra Marilia e entrei na piscina. Ficamos ali um tempão, curtindo aquele presente que chorava e tremia todinho.

Mergulhei na piscina...

Mergulhei na piscina…

... e beijei essa menina guerreira

… e beijei essa menina guerreira

Oi, pequeno!

Oi, pequeno!

Oi, mamãe!

Oi, mamãe!

Levaram a Marilia pra cama, deixaram ela e o bebe se conhecerem, esperaram a placenta sair e eu cortei o cordão umbilical quando este ja não pulsava mais.

Pele-a-pele

Pele-a-pele

Familia se conhecendo

Familia se conhecendo

Mãos minúsculas

Mãos minúsculas

Ajudaram o Miguel a dar sua primeira mamada, fizeram todas as medições e nos deixaram no quarto sozinhos, nos curtindo : )

Primeira mamada

Primeira mamada

Ainda todo sem jeito pra segurar essa pessoazinha

Ainda todo sem jeito pra segurar essa pessoazinha

Contemplação

As 'comadres' conversando na sala depois de mais um parto bem sucedido

As ‘comadres’ conversando na sala depois de mais um parto bem sucedido

(estou com os olhos cheios d’água só por escrever isso tudo)

***
A Marilia não teve nenhuma complicação: não levou nenhum ponto, não teve nenhuma laceração e nem pressão baixa. Saiu com uma fome de leão e algumas horas depois ja estava andando, tomando banho e jantando uma canja comigo.

Estamos todos muito bem e logo, logo, teremos aventuras do Miguel para contar aqui no Blog 🙂

***

Quero deixar registrada toda a minha gratidão pela equipe que nos guiou, ajudou e cuidou durante toda essa nossa jornada: as parteiras Iara e Ana Cyntia, a Doula Clarissa e a ótima fotografa Débora (todas as fotos deste post são obra dela).

Obrigado por tudo, sempre!

Obrigado por tudo, sempre!

Até a próxima história :)

Até a próxima história 🙂

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Argentina e Chile 2013

Depois de tanto tempo sumido, venho contar a nossa última viagem: uma roadtrip até a Patagônia.

Este foi o mapa da viagem:

O primeiro trecho foi de Brasilia até a casa de Maínha, em Piracicaba, onde pegamos mais algumas roupas de frio (pois imaginávamos que iamos passar frio…).

De lá fomos até União da Vitória na divisa entre o Paraná e Santa Catarina (ponto ‘C’ no mapa). La ficamos num hotel muito bom, na beira da estrada. Ficamos nesse mesmo hotel na volta, também, e foi só quando descobrimos que o restaurante anexo era bom e barato.

No 3º dia saímos de União da Vitoria e seguimos até São Borja no Rio Grande do Sul. Depois de descer as serras do estado de SC e chegar a Passo Fundo, entra-se num retão rumo ao oeste até chegar em São Borja. Isso quer dizer que conforme as horas passam, o sol vai ficar bem de frente pro carro, tostando os ocupantes e ofuscando o motorista.

Hortências em flor

Hortências em flor

Nuvens no chão

Nuvens no chão

Chegamos na cidade de São Borja por volta das 17h e ficamos num hotel bom, mas BEM velho. A foto do termômetro do carro, abaixo, mostra o clima local às 7 da noite:

Pensa numa cidade quente!

Pensa numa cidade quente!

No dia seguinte a ideia era sair bem cedo de São Borja, mas uma tempestade – com direito à granizo e alagamento da rua do hotel – atrasou nossos planos. Saimos umas 9:00 e seguimos rumo à Uruguaiana pra atravessar a fronteira. A BR que liga essas duas cidades está MUITO ruim e a chuva tornava tudo um pouco mais difícil, mas, pelo menos, o calor não estava tão intenso.

Chegamos em Uruguaiana por volta das 11:00, tiramos algum dinheiro pra trocar na fronteira e rumamos pra Argentina.

Ponte entre o Brasil e a Argentina

Ponte entre o Brasil e a Argentina

Hey! Chegamos!

Hey! Chegamos!

Os trâmites na fronteira foram super tranquilos e sem filas. Carimbaram os passaportes, trocamos nosso dinheiro por um câmbio muito bom (R$1,00 = $2,60) e seguimos em frente!

Depois da fronteira pegamos a famigerada Ruta Nacional (RN) 14 – entre os pontos ‘D’ e ‘N’ no mapa. Essa estrada, agora duplicada, é um celeiro de policiais corruptos, ávidos por extorquir estrangeiros, então, antes de entrar nela, verifique se toda a documentação está OK, não jogue fora nenhum papel que te derem na fronteira, verifique os equipamentos exigidos para o carro e não esqueça de ligar os faróis ao dirigir nas estradas argentinas – por um instante esquecemos disso, nos pararam numa blitz e pediram dinheiro pra liberar os documentos do carro. O policial ainda soltou: “Aceitamos pesos, reais ou dólares como pagamento”.

Nesse dia paramos na cidade de Colón, uma agradável surpresa depois de um dia quente, longo e cansativo. Uma cidadezinha turistica, à beira do Rio Uruguai, com ruas calmas e estrutura muito boa.

Ficamos na Hosteria Restaurant del Puerto , uma pousada incrível, numa casa antiga e quartos confortáveis. Gostamos tanto que traçamos os planos pra ficar aqui na volta de novo.

Nossa hospedagem em Colon

Nossa hospedagem em Colon

Primeiro café da manhã argentino

Primeiro café da manhã argentino

Saindo de Colón, tivemos o dia mais pesado e puxado da viagem toda. A idéia era chegar até Santa Rosa, ja na Provincia de Neuquen. Acontece que nos perdemos feio na Grande Buenos Aires e ficamos 3 horas procurando o caminho certo. Resolvemos compensar essas horas perdidas dirigindo até o sol se por – isso quer dizer umas 20h – sendo que tínhamos combinado não dirigir além das 18h… A ideia parecia boa, mas foi MUITO angustiante. Primeiro porque esse meio da Argentina é bem despovoado e, se você não parar em uma cidade, a próxima só 100km depois. E segundo porque o cansaço de ver a noite chegando, sem saber onde iriamos parar, é terreno fértil pra surgir brigas e desentendimentos.

Parenteses na conversa: são essas situações que tornam as viagens algo tão transformador para as pessoas e os casais. A forma como você lida com situações novas, estressantes, desafiadoras e fora de controle, reflete como você vive a sua vida. Fiquei muito feliz de ver como eu e a Marilia conseguimos contornar algo difícil com muita parceria.

Bola de fogo sumindo

Bola de fogo sumindo

Chegamos em Trenque Lauquen (ponto ‘F’ no mapa), por volta das 20:30, e paramos num hotel bonito na beira da estrada. Aí me bateu o desespero: uma diária pra casal custava $800,00 (+/- R$300) e não tinha mais vagas! Se um hotel caro desses não tem mais vagas, imagina os outros! O que vou fazer?

Resolvemos entrar na cidade (até porque seguir em frente estava fora de cogitação) e procurar um lugar pra ficar. Achamos um hotel, no centro, que mais parecia um pulgueiro, ou um ‘hotel rotativo’, se é que você me entende. Pronto, tamos f*didos….

E é nessas horas, de total desamparo, que a sorte resolve nos ajudar: rodando a cidade, extremamente cansados e desanimados, por mais ou menos 1 hora, parei o carro ao lado de um casal que tomava um chimarrão, com seu cachorro, na calçada. Disse que não eramos da cidade, que tínhamos viajado o dia todo e precisávamos desesperadamente de um hotel. Eles nos deram algumas dicas e indicações e la fomos nós. Chegamos no hotel indicado e parecia algo surreal: um hotel boutique, bonito, novo, todo branco (por dentro e por fora), com quartos disponíveis e barato! Aquilo parecia uma miragem, algo plantado ali pelos deuses pra nos ajudar. Ao deitarmos pra dormir prometemos nunca mais fazer uma loucura dessas!

Dormimos até mais tarde (+/- 8:00), tomamos um laudo café da manhã, e tocamos em frente. O caminho até Neuquen, nossa próxima parada, passa pelo interior do interior da Argentina, um deserto escaldante e longas retas a perder de vista.

Haja retão interminável, haja deserto seco, haja ânimo pra aguentar os dois.

Haja retão interminável, haja deserto seco, haja ânimo pra aguentar os dois.

Da pra ver o calor tostando o asfalto

Da pra ver o calor tostando o asfalto?

Passar por esse deserto vale a pena pra reconhecermos como a natureza brasileira é bonita e merecedora de respeito. Os contrastes são o que nos ajudam a ter um panorama melhor das coisas.

Depois de Neuquen, finalmente chegamos no ‘filé’ da viagem. Deixamos o deserto pra trás e entramos na região dos lagos.

Primeira visão das montanhas nevadas!

Primeira visão das montanhas nevadas!

Finalmente vimos água!

Finalmente vimos água!

"Não pode ver água que ja quer entrar"

“Não pode ver água que ja quer entrar”

Os três integrantes da viagem e Bariloche ao fundo

Os três integrantes da viagem e Bariloche ao fundo

Chegamos!

Chegamos!

Chegar em Bariloche, depois de aproximadamente 5.000km rodados, é emocionante. Picos nevados, um lagão azul, uma cidade quase europeia…. bom demais!

Ficamos num bangalow, no caminho pra Llao Llao, cuja dona era uma senhorinha que gostava de conversar e muito gente fina. Fez um preço especial pra gente e com isso ficamos de frente pro lago, numa cabana com quarto, sala e cozinha.

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Cai a noite sobre os Andes

Nosso Bungalow às margens do Lago Nahuel Huapi

Nosso Bungalow às margens do Lago Nahuel Huapi

Essa foto eu tirei deitado na cama...

Essa foto eu tirei deitado na cama…

Aqui ficamos por um tempo, curtindo a cidade, fazendo alguns passeios, comendo comidas muito boas e descansando. Detalhe, este era pra ser o momento de passar frio, mas os casacos, luvas e gorros que levamos não saíram do carro a viagem toda 😦

Subindo o Cerro Catedral

Subindo o Cerro Catedral

Alto, né?

Alto, né?

É primavera!

É primavera!

Rosas por todos os lados.

Rosas por todos os lados.

Essa foto ficou show demais :D

Essa foto ficou show demais 😀

Cartão postal

Cartão postal

"Ervilinha" pelo mundo.

“Ervilinha” pelo mundo.

Fondue não pode faltar

Fondue não pode faltar

Cena chique

Cena chique

O centro cívico de Bariloche

O centro cívico de Bariloche

Tinha que ter uma foto com os São Bernardos, não?

Tinha que ter uma foto com os São Bernardos, não?

Casal aventura

Casal aventura

Na beira do penhasco

Na beira do penhasco

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Neve!

Neve!

Depois de aproveitar bem a cidade (que nessa época é bem cheia de turmas de formandos, quase uma Porto Seguro argentina), montamos o carro e partimos pra San Martin de los Andes, logo ali do lado, passando pela Ruta de los 7 lagos (entre os pontos ‘H’ e ‘I’ do mapa).

A famosa Ruta 40

A famosa Ruta 40

A viagem vale a pena e as paisagens são muito bonitas. Cada lago tem acesso, da pra fazer picnic, acampar, nadar ou só admirar.

Flô entre flores

Flô entre flores

Picnic bucólico

Picnic bucólico

Quem é da água não resiste nem às águas de degelo

Quem é da água não resiste nem às águas de degelo

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Vem me dar um abraço gelado!

Se a 'ervilinha' ja tivesse nascido ela entraria no lago comigo

Se a ‘ervilinha’ ja tivesse nascido ela entraria no lago comigo

San Martin é uma Bariloche pequena, mas bem menos movimentada. Tem até “praia” na cidade, na beira do Lago Lacar. Não consegui resistir e lavei a alma nas águas geladas do lagão 🙂

Na sequencia de San Martin, fomos até Pucon no Chile atravessando o Pazo Fronterizo Mamuil Malal, aos pés do Vulcan Lanin.

O passo fronteiriço é aos pés desse vulcão

O passo fronteiriço é aos pés desse vulcão

Vulcan Lanin na fronteira entre a Arg e o Chile

Vulcan Lanin na fronteira entre a Arg e o Chile

Chile ;)

Chile 😉

Atravessar a fronteira foi bem tranquilo, embora do lado argentino fizeram uma revista minuciosa no nosso carro. No lado chileno as pessoas foram muito simpáticas e solicitas e só desconfiaram bastante dos meus remédios, mas depois das explicações dadas liberaram numa boa.

Chegamos em Pucon, uma cidadezinha aos pés do Vulcão Villarrica, ao meio dia e aproveitamos pra almoçar. A cotação do peso chileno estava de 212 PCL para 1 R$ e os preços numa primeira olhada impressionavam (um almoço 3.000 PCL) 😀

A cidade de Pucon é uma daquelas que vale a pena ficar as férias inteiras: tem varias opções de esportes radicais, escaladas no vulcão, águas termais, boa estrutura de hoteis e restaurantes, banhos de lago, etc etc etc.

Infelizmente os passeios mais radicais não estavam disponíveis para um deficiente e para uma gravida, então nós fizemos um passeio pra conhecer o rio por onde desceu a lava do vulcão na última erupção, o Lago Caburgua, a Laguna Azul e as águas termais.  E também fizemos uma visita ao Parque Nacional onde fica o Vulcan Villarrica.

Pucon e seu vulcão de estimação

Pucon e seu vulcão de estimação

Queria ver o que acontece quando a luz vermelha acende XD

Queria ver o que acontece quando a luz vermelha acende XD

As pessoas na placa parecem tranquilas demais...

As pessoas na placa parecem tranquilas demais…

Diz que a lava correu por aqui na ultima erupção

Diz que a lava correu por aqui na ultima erupção

Lago Chacabuco

Lago Caburgua

A Lagoa Azul e os brincos da princesa

A Lagoa Azul e os brincos da princesa

Muito bonito tudo isso

Muito bonito tudo isso

Águas termais MUITO quentes

Águas termais MUITO quentes

Chillax bro

Chillax bro

Os possantes

Os possantes

Familia reunida

Familia reunida

Várias fotos antes que o tempo feche de novo

Várias fotos antes que o tempo feche de novo

Vulcan Villarrica em Pucón

Vulcan Villarrica em Pucón

Depois de alguns dias nessa cidade – prometemos que iremos voltar e ficar mais tempo -, nossa próxima parada foi Santiago, capital do Chile (ponto ‘K’ no mapa).

Na verdade não ficamos exatamente em Santiago, afinal não estavamos indo conhecer a cidade, iriamos só pernoitar la, então decidimos parar em Rancágua, a +/- 100km de Santiago.

Achamos, não sei como, uma pousada bem simples, mas boa, na casa de um senhor que nos recebeu muito bem. Fomos comer algo nas redondezas e só encontramos uma pizzaria delivery bem estranha, mas a fome foi controlada à contento 😉

De Rancágua, nosso proximo trecho nos levaria a atravessar os Andes pelo Pazo de los Libertadores, uma travessia impressionante que chega a mais de 3.000m de altitude, passando pelo Aconcágua e montanhas altíssimas. Vale MUITO a pena.

Você se sente pequeno perto dessas montanhas

Você se sente pequeno perto dessas montanhas

Chegando nos Andes

Chegando nos Andes

Curvas fechadas? Imagina...

Curvas fechadas? Imagina…

Cenas estonteantes nessa estrada

Cenas estonteantes nessa estrada

Da pra ver os carros em fila, la em baixo?

Da pra ver os carros em fila, la em baixo?

Saindo do Chile :(

Saindo do Chile 😦

Ponto alto da viagem! 3.152m de altitude.

Ponto alto da viagem! 3.152m de altitude.

Caba não mundão!

Caba não mundão!

Visitinha ao Aconcágua

Visitinha ao Aconcágua

A maior montanha fora dos Himalaias

A maior montanha fora dos Himalaias

Puente del Inca

Puente del Inca

Chegamos em Mendoza debaixo de um calor inacreditável (38ºC as 19hs) e nos acomodamos num hotel em frente à Plaza Libertad, jantamos num restaurante com um chopp gelado e terminamos a noite tomando um sorvete artesanal muito bom.

Em Mendoza colocamos o carrão pra fazer uma revisão, pois ja tinha passado a quilometragem indicada para trocar o óleo. Imaginávamos que podíamos deixar o carro na oficina e ir curtir a cidade, mas como era segunda feira tudo estava fechado…. Com isso, fomos andar pelo parque, comprar vinhos, almoçar e fazer um dia de descanso para nos preparar para a volta até o Brasil.

Não temos muito o que contar do regresso, afinal foram 5 dias até Piracicaba sem muito pra fazer alem de dirigir. Pra não deixar vocês ‘soltos’ no roteiro, os trechos foram os seguintes:

De Mendoza até Bell Ville, passando por Mercedes e Villa Maria; De Bell Ville até Colon, passando por Rosário; De Colon até São Borja (dessa vez ficamos num hotel bem melhor e mais barato); De São Borja à União da Vitoria e de la até Piracicaba, onde a Marilia pegou o vôo até BH pra passar o natal com a família e eu segui com a minha família até Brasilia pra passar o natal.

Alguns dados sobre a viagem:

  • 3 países;
  • 10.000 km rodados;
  • Gasolina na Argentina por volta de R$3,70;
  • Gasolina no Chile por volta de R$ 3,50 e muito boa!;
  • Noticias na TV indicavam que as temperaturas atingiam níveis recordes e o alto consumo de energia levou a balckouts em várias regiões da Argentina;
  • Saimos do Chile bem no dia do 2º turno das eleições pra presidente;

As estatísticas de custos ainda não foram levantadas, mas assim que possível repasso pra vocês.

E que venham as próximas aventuras por esse mundão!

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