Palestras das quais participei até o momento

Algumas das minhas experiências como palestrante:

Participação no evento “Paternidade Consciente”, em comemoração ao dia dos
pais, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Porto Alegre. Ago 2018

Participação no evento “Pai: os desafios da paternidade atual” do Portal Papo
de Homem, como facilitador de rodas de conversa. Ago 2017.

Palestra intitulada “Rampas resolvem tudo?” ministrada no Simpósio de
Inclusão e Acessibilidade, da Advocacia Geral da União. Brasília, Dez 2017.

A apresentação da palestra “Hemofilia, um problema ou apenas mais um
obstáculo?”, nos eventos ProACTH (Programa de Atualização Científica no
Tratamento da Hemofilia) da empresa Novo Nordisk, em São Paulo e
Campinas. 2017.

Mesa Redonda e Palestra no painel “Inclusão e Diversidade” do 15º Congresso
de Stress da ISMA-BR e 17º Fórum Internacional de Qualidade de Vida no
Trabalho., com o título “Qualidades pervasivas e a deficiência como
aprendizado”. Jun 2015.

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Textos, traduções, entrevistas e vídeos

Aqui vai uma lista dos textos, das traduções, das entrevistas e dos vídeos que tenho feito e que estão publicados pela internet afora:

Vídeos

Não deixe o medo te dominar | canal hemofilia

Deficiente não é coitadinho | Caixa-preta #24 | Portal Papo de Homem Youtube link

Textos

A paternidade e as mudanças | Revista Bodisatva

Inspiração: O que define sua liberdade? Viver sonhando com ela ou escolher praticá-la a cada instante da vida? | Senhora Perfeitinha

No portal Papo de homem tem outros 30 textos que escrevi, mas, pra não deixar a lista muito grande, você pode ver todos eles neste link

Traduções

Como as pessoas podem ser intrinsecamente boas se tentam ativamente nos prejudicar? | Buda Virtual

Trate a todos como um Buda | Buda Virtual

A espada afiada de Prajna | Buda Virtual

Além do meio ambiente: se apaixonando novamente pela Mãe Terra | Buda Virtual

Lave a louça, varra as folhas: A sabedoria dos antigos donos de casa | Buda Virtual

Ela que ouve os choros do mundo | Buda Virtual

A raiva enquanto resposta às injustiças | Buda Virtual

Os elementos do amor genuíno. Thich Nhat Hanh on True Love | Buda Virtual

Entrevistas

Nadando contra a maré | Revista Fator Vida | Ed. 6, Jun 2013, pag. 24

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Praia!

A uns 4 anos atrás, eu estava escrevendo sobre a minha viagem-solo pela Nova Zelândia, lembra? Era eu, minha mochila e um mundo a explorar.

Pois muito bem. A viagem que vou contar agora é quase o extremo oposto daquela: descemos a Serra do Mar, rumo à Ubatuba, com a família inteira dentro de uma mini-van. Não da pra ser mais farofa 😀

Eu tinha alguns dias de férias para tirar ainda em 2014, mas não estávamos na pilha de fazer algo muito radical, queríamos mesmo era descansar um pouco da rotina da paternidade/maternidade. Então nada melhor do que pegar uma praia!

Pedimos emprestado a casa da minha tia na Praia do Lázaro em Ubatuba e convidamos meus sogros e minha mãe para irem junto, assim eles podiam curtir o neto, a praia, e ainda nos ajudar a descansar da rotina.

Nossa mini van e todos os passageiros

Nossa mini van e todos os passageiros

E num é que deu super certo? Descansamos, pegamos todos os dias com sol, Miguelito experimentou água salgada e areia, nadamos, passeamos, prozeamos, nadamos, rimos, curtimos e rolou até um churrasquinho.

Abaixo algumas fotos da viagem-farofa 😉

Essa vida de pai tem me surpreendido cada vez mais!

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Lembretes para o eu-pai

Estes dias estava lendo um artigo da Bodhi Kids e achei os “exercícios” tão bacanas que resolvi traduzir e colocar no Blog, como lembretes para mim mesmo.

Seriam quase um guia de como pretendo levar minha paternidade.

Continuar lendo

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5 coisas que aprendi com a paternidade

Ser pai realmente muda demais a vida de um homem. Em meio a várias mudanças, fraldas sujas, choros esporádicos e trabalhos constantes, é bem fácil se esquecer de dar um passo atrás e olhar o quadro de fora.

Mas, se nos lembrarmos de manter um olho atento, é bem capaz que a paternidade seja uma ótima chance de aprender muita coisa.

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Abaixo eu listo 5 coisas que aprendi, até agora, depois que recebi o titulo vitalício de pai:

  • Se você estiver ninando uma criança e não se sentir embalado também, as chances são poucas dela adormecer. Por outro lado, se os ritmos do seu corpo e da sua voz te levarem junto e você enxergar a possibilidade de também dormir ali, a criança dorme tranquilamente;
  • É bonito ver como um bebê se entrega, sem cerimônias, sem vergonha nenhuma: a gente faz massagem ele relaxa todinho, a água ta um pouquinho mais fria ele reclama, o colo ta bom ele dorme tranquilo, ele se caga todo e sorri satisfeito. A gente vai crescendo e não se deixa entregar assim tão fácil, vai ficando cheio de o-que-é-que-as-pessoas-vão-pensar-?
  • A forma como educamos as crianças é realmente muito estranha: passamos meses (ou anos) comemorando cada arroto após mamar, pra depois gastar tempo e energia ensinando que arrotar é feio;
  • Nunca achei que iria manejar um bilau – que não fosse o meu – com tanta destreza e confiança;
  • Você tem que esquecer a SUA agenda, os SEUS compromissos, as SUAS vontades, a SUA rotina, e fazer de tudo para que a rotina do bebê não mude. Rotina é tudo para uma criança, traz segurança e tranquilidade para um serzinho que ainda não entende bem este mundo.

Conforme novas observações forem surgindo vou postando aqui 🙂

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Nasceu a “Ervilinha”

Oi pessoal, este post é pra contar que o filhote nasceu  no dia 21/04, às 13:54, com 3,9kg e 51cm.

O nosso parto foi muito bonito e emocionante. ‘Nosso’ porque eu me senti parindo junto, participando de tudo e chorei de emoção no final : )

Mas vamos do começo:

Depois de uma noite bem dormida, acordamos as 7:30 e a Marilia sentiu que tava saindo um liquido estranho – era o tampão saindo, mas ainda não sabíamos disso – tomamos o café da manhã e veio um ‘xixizão’ – era a bolsa rompendo, mas ainda não sabíamos disso – seguido por uma cólica bem incomoda – eram as contrações da fase ativa, mas ainda não sabíamos disso.

Continuamos com a rotina normal da casa. Eu fui lavar a louça e a Marilia foi se arrumar pra passar o dia.
Quando eu acabei de lavar a louça, fui trabalhar numa tradução enquanto a “cólica” já tava bem forte. Ela não conseguia achar uma posição confortável, nem no sofá, nem na bola de pilates, nem na cama, nem de pé, nem sentada, nem no chuveiro. Ficou andando pra la e pra cá, varrendo o chão, tirando o lixo, e a “cólica” rolando.

Mesmo com a dor das “cólicas” aumentando cada vez mais, a Marilia insistia de que “não é nada. Vai passar daqui a pouco. Não vai nascer hoje, não”.

Ainda assim, ligamos pra nossa parteira (que mora aqui no mesmo condomínio) e pra Doula. Todas diziam que não era nada, que provavelmente era apenas a fase latente, que era pra tomar um Buscopan pras cólicas, tentar comer alguma coisa e ir cronometrando as contrações – foi aí que descobrimos que as “colicas” eram contrações.

Comecei a arrumar a sala, por via das dúvidas. Abri espaço, empurrei os móveis, coloquei o tatame no chão, inflei a piscina, deixei os baldes e aquecedores de água prontos, coloquei a extensão no chuveirinho e cortei umas mexericas pra ela comer.

Nada adiantava e as contrações aumentando de intensidade. Depois de uma hora controlando e cronometrando, liguei pra parteira dizendo que foram 46 contrações em uma hora, com média de 45s de duração e 1min entre cada uma.

Esses números foram o sinal de que o trabalho de parto ja tava em pleno andamento! Nada de fase latente, ja era fase (muito) ativa!

Ligamos pra Doula e pra fotógrafa, dizendo que podiam vir imediatamente e corri pra começar a encher a piscina com água quente. A Marilia se esgoelava de tanto gritar de dor.

A parteira e a parturiente

A parteira e a parturiente

Em casa, como sempre deveria ser

Em casa, como sempre deveria ser

Assim que nossa vizinha-parteira chegou (ja era meio dia), ela examinou a Marilia e viu que ja tava com 8cm de dilatação (pra quem ainda não está nesse universo, 8cm de dilatação é estar praticamente parindo).

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Rodeada de pessoas queridas

Exaustão e coragem

Exaustão e coragem

O resto da equipe chegou la pelas 12:30 – 13:00. Colocamos a Marilia na piscina, mesmo estando ainda meio vazia e eu fui liberado da função de esquentar água, pra ficar ao lado dela.

Enfrentando mais uma contração

Enfrentando mais uma contração

Entendi como nunca o que significa manter a energia estável, constante e presente. O mundo podia explodir que eu iria ficar ali, olhando nos olhos da Marilia. Nada me abalava: nem os gritos, nem a expressão de dor, nem a equipe, nem o calor, nada.

O mundo foi desligado e só sobraram os olhos dela

O mundo foi desligado e só sobraram os olhos dela

Vi a cabecinha emergindo bem devagar, a cada contração. Primeiro os cabelos, depois as orelhas e, numa última contração, um jato quente fez sair um corpo todo enrugado.

Emergindo pra vida

Emergindo pra vida

As 13:54 o Miguel veio ao mundo, dentro d’água, e eu segurei aquele serzinho frágil e assustado. Entreguei pra Marilia e entrei na piscina. Ficamos ali um tempão, curtindo aquele presente que chorava e tremia todinho.

Mergulhei na piscina...

Mergulhei na piscina…

... e beijei essa menina guerreira

… e beijei essa menina guerreira

Oi, pequeno!

Oi, pequeno!

Oi, mamãe!

Oi, mamãe!

Levaram a Marilia pra cama, deixaram ela e o bebe se conhecerem, esperaram a placenta sair e eu cortei o cordão umbilical quando este ja não pulsava mais.

Pele-a-pele

Pele-a-pele

Familia se conhecendo

Familia se conhecendo

Mãos minúsculas

Mãos minúsculas

Ajudaram o Miguel a dar sua primeira mamada, fizeram todas as medições e nos deixaram no quarto sozinhos, nos curtindo : )

Primeira mamada

Primeira mamada

Ainda todo sem jeito pra segurar essa pessoazinha

Ainda todo sem jeito pra segurar essa pessoazinha

Contemplação

As 'comadres' conversando na sala depois de mais um parto bem sucedido

As ‘comadres’ conversando na sala depois de mais um parto bem sucedido

(estou com os olhos cheios d’água só por escrever isso tudo)

***
A Marilia não teve nenhuma complicação: não levou nenhum ponto, não teve nenhuma laceração e nem pressão baixa. Saiu com uma fome de leão e algumas horas depois ja estava andando, tomando banho e jantando uma canja comigo.

Estamos todos muito bem e logo, logo, teremos aventuras do Miguel para contar aqui no Blog 🙂

***

Quero deixar registrada toda a minha gratidão pela equipe que nos guiou, ajudou e cuidou durante toda essa nossa jornada: as parteiras Iara e Ana Cyntia, a Doula Clarissa e a ótima fotografa Débora (todas as fotos deste post são obra dela).

Obrigado por tudo, sempre!

Obrigado por tudo, sempre!

Até a próxima história :)

Até a próxima história 🙂

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Argentina e Chile 2013

Depois de tanto tempo sumido, venho contar a nossa última viagem: uma roadtrip até a Patagônia.

Este foi o mapa da viagem:

O primeiro trecho foi de Brasilia até a casa de Maínha, em Piracicaba, onde pegamos mais algumas roupas de frio (pois imaginávamos que iamos passar frio…).

De lá fomos até União da Vitória na divisa entre o Paraná e Santa Catarina (ponto ‘C’ no mapa). La ficamos num hotel muito bom, na beira da estrada. Ficamos nesse mesmo hotel na volta, também, e foi só quando descobrimos que o restaurante anexo era bom e barato.

No 3º dia saímos de União da Vitoria e seguimos até São Borja no Rio Grande do Sul. Depois de descer as serras do estado de SC e chegar a Passo Fundo, entra-se num retão rumo ao oeste até chegar em São Borja. Isso quer dizer que conforme as horas passam, o sol vai ficar bem de frente pro carro, tostando os ocupantes e ofuscando o motorista.

Hortências em flor

Hortências em flor

Nuvens no chão

Nuvens no chão

Chegamos na cidade de São Borja por volta das 17h e ficamos num hotel bom, mas BEM velho. A foto do termômetro do carro, abaixo, mostra o clima local às 7 da noite:

Pensa numa cidade quente!

Pensa numa cidade quente!

No dia seguinte a ideia era sair bem cedo de São Borja, mas uma tempestade – com direito à granizo e alagamento da rua do hotel – atrasou nossos planos. Saimos umas 9:00 e seguimos rumo à Uruguaiana pra atravessar a fronteira. A BR que liga essas duas cidades está MUITO ruim e a chuva tornava tudo um pouco mais difícil, mas, pelo menos, o calor não estava tão intenso.

Chegamos em Uruguaiana por volta das 11:00, tiramos algum dinheiro pra trocar na fronteira e rumamos pra Argentina.

Ponte entre o Brasil e a Argentina

Ponte entre o Brasil e a Argentina

Hey! Chegamos!

Hey! Chegamos!

Os trâmites na fronteira foram super tranquilos e sem filas. Carimbaram os passaportes, trocamos nosso dinheiro por um câmbio muito bom (R$1,00 = $2,60) e seguimos em frente!

Depois da fronteira pegamos a famigerada Ruta Nacional (RN) 14 – entre os pontos ‘D’ e ‘N’ no mapa. Essa estrada, agora duplicada, é um celeiro de policiais corruptos, ávidos por extorquir estrangeiros, então, antes de entrar nela, verifique se toda a documentação está OK, não jogue fora nenhum papel que te derem na fronteira, verifique os equipamentos exigidos para o carro e não esqueça de ligar os faróis ao dirigir nas estradas argentinas – por um instante esquecemos disso, nos pararam numa blitz e pediram dinheiro pra liberar os documentos do carro. O policial ainda soltou: “Aceitamos pesos, reais ou dólares como pagamento”.

Nesse dia paramos na cidade de Colón, uma agradável surpresa depois de um dia quente, longo e cansativo. Uma cidadezinha turistica, à beira do Rio Uruguai, com ruas calmas e estrutura muito boa.

Ficamos na Hosteria Restaurant del Puerto , uma pousada incrível, numa casa antiga e quartos confortáveis. Gostamos tanto que traçamos os planos pra ficar aqui na volta de novo.

Nossa hospedagem em Colon

Nossa hospedagem em Colon

Primeiro café da manhã argentino

Primeiro café da manhã argentino

Saindo de Colón, tivemos o dia mais pesado e puxado da viagem toda. A idéia era chegar até Santa Rosa, ja na Provincia de Neuquen. Acontece que nos perdemos feio na Grande Buenos Aires e ficamos 3 horas procurando o caminho certo. Resolvemos compensar essas horas perdidas dirigindo até o sol se por – isso quer dizer umas 20h – sendo que tínhamos combinado não dirigir além das 18h… A ideia parecia boa, mas foi MUITO angustiante. Primeiro porque esse meio da Argentina é bem despovoado e, se você não parar em uma cidade, a próxima só 100km depois. E segundo porque o cansaço de ver a noite chegando, sem saber onde iriamos parar, é terreno fértil pra surgir brigas e desentendimentos.

Parenteses na conversa: são essas situações que tornam as viagens algo tão transformador para as pessoas e os casais. A forma como você lida com situações novas, estressantes, desafiadoras e fora de controle, reflete como você vive a sua vida. Fiquei muito feliz de ver como eu e a Marilia conseguimos contornar algo difícil com muita parceria.

Bola de fogo sumindo

Bola de fogo sumindo

Chegamos em Trenque Lauquen (ponto ‘F’ no mapa), por volta das 20:30, e paramos num hotel bonito na beira da estrada. Aí me bateu o desespero: uma diária pra casal custava $800,00 (+/- R$300) e não tinha mais vagas! Se um hotel caro desses não tem mais vagas, imagina os outros! O que vou fazer?

Resolvemos entrar na cidade (até porque seguir em frente estava fora de cogitação) e procurar um lugar pra ficar. Achamos um hotel, no centro, que mais parecia um pulgueiro, ou um ‘hotel rotativo’, se é que você me entende. Pronto, tamos f*didos….

E é nessas horas, de total desamparo, que a sorte resolve nos ajudar: rodando a cidade, extremamente cansados e desanimados, por mais ou menos 1 hora, parei o carro ao lado de um casal que tomava um chimarrão, com seu cachorro, na calçada. Disse que não eramos da cidade, que tínhamos viajado o dia todo e precisávamos desesperadamente de um hotel. Eles nos deram algumas dicas e indicações e la fomos nós. Chegamos no hotel indicado e parecia algo surreal: um hotel boutique, bonito, novo, todo branco (por dentro e por fora), com quartos disponíveis e barato! Aquilo parecia uma miragem, algo plantado ali pelos deuses pra nos ajudar. Ao deitarmos pra dormir prometemos nunca mais fazer uma loucura dessas!

Dormimos até mais tarde (+/- 8:00), tomamos um laudo café da manhã, e tocamos em frente. O caminho até Neuquen, nossa próxima parada, passa pelo interior do interior da Argentina, um deserto escaldante e longas retas a perder de vista.

Haja retão interminável, haja deserto seco, haja ânimo pra aguentar os dois.

Haja retão interminável, haja deserto seco, haja ânimo pra aguentar os dois.

Da pra ver o calor tostando o asfalto

Da pra ver o calor tostando o asfalto?

Passar por esse deserto vale a pena pra reconhecermos como a natureza brasileira é bonita e merecedora de respeito. Os contrastes são o que nos ajudam a ter um panorama melhor das coisas.

Depois de Neuquen, finalmente chegamos no ‘filé’ da viagem. Deixamos o deserto pra trás e entramos na região dos lagos.

Primeira visão das montanhas nevadas!

Primeira visão das montanhas nevadas!

Finalmente vimos água!

Finalmente vimos água!

"Não pode ver água que ja quer entrar"

“Não pode ver água que ja quer entrar”

Os três integrantes da viagem e Bariloche ao fundo

Os três integrantes da viagem e Bariloche ao fundo

Chegamos!

Chegamos!

Chegar em Bariloche, depois de aproximadamente 5.000km rodados, é emocionante. Picos nevados, um lagão azul, uma cidade quase europeia…. bom demais!

Ficamos num bangalow, no caminho pra Llao Llao, cuja dona era uma senhorinha que gostava de conversar e muito gente fina. Fez um preço especial pra gente e com isso ficamos de frente pro lago, numa cabana com quarto, sala e cozinha.

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Cai a noite sobre os Andes

Nosso Bungalow às margens do Lago Nahuel Huapi

Nosso Bungalow às margens do Lago Nahuel Huapi

Essa foto eu tirei deitado na cama...

Essa foto eu tirei deitado na cama…

Aqui ficamos por um tempo, curtindo a cidade, fazendo alguns passeios, comendo comidas muito boas e descansando. Detalhe, este era pra ser o momento de passar frio, mas os casacos, luvas e gorros que levamos não saíram do carro a viagem toda 😦

Subindo o Cerro Catedral

Subindo o Cerro Catedral

Alto, né?

Alto, né?

É primavera!

É primavera!

Rosas por todos os lados.

Rosas por todos os lados.

Essa foto ficou show demais :D

Essa foto ficou show demais 😀

Cartão postal

Cartão postal

"Ervilinha" pelo mundo.

“Ervilinha” pelo mundo.

Fondue não pode faltar

Fondue não pode faltar

Cena chique

Cena chique

O centro cívico de Bariloche

O centro cívico de Bariloche

Tinha que ter uma foto com os São Bernardos, não?

Tinha que ter uma foto com os São Bernardos, não?

Casal aventura

Casal aventura

Na beira do penhasco

Na beira do penhasco

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Neve!

Neve!

Depois de aproveitar bem a cidade (que nessa época é bem cheia de turmas de formandos, quase uma Porto Seguro argentina), montamos o carro e partimos pra San Martin de los Andes, logo ali do lado, passando pela Ruta de los 7 lagos (entre os pontos ‘H’ e ‘I’ do mapa).

A famosa Ruta 40

A famosa Ruta 40

A viagem vale a pena e as paisagens são muito bonitas. Cada lago tem acesso, da pra fazer picnic, acampar, nadar ou só admirar.

Flô entre flores

Flô entre flores

Picnic bucólico

Picnic bucólico

Quem é da água não resiste nem às águas de degelo

Quem é da água não resiste nem às águas de degelo

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Vem me dar um abraço gelado!

Se a 'ervilinha' ja tivesse nascido ela entraria no lago comigo

Se a ‘ervilinha’ ja tivesse nascido ela entraria no lago comigo

San Martin é uma Bariloche pequena, mas bem menos movimentada. Tem até “praia” na cidade, na beira do Lago Lacar. Não consegui resistir e lavei a alma nas águas geladas do lagão 🙂

Na sequencia de San Martin, fomos até Pucon no Chile atravessando o Pazo Fronterizo Mamuil Malal, aos pés do Vulcan Lanin.

O passo fronteiriço é aos pés desse vulcão

O passo fronteiriço é aos pés desse vulcão

Vulcan Lanin na fronteira entre a Arg e o Chile

Vulcan Lanin na fronteira entre a Arg e o Chile

Chile ;)

Chile 😉

Atravessar a fronteira foi bem tranquilo, embora do lado argentino fizeram uma revista minuciosa no nosso carro. No lado chileno as pessoas foram muito simpáticas e solicitas e só desconfiaram bastante dos meus remédios, mas depois das explicações dadas liberaram numa boa.

Chegamos em Pucon, uma cidadezinha aos pés do Vulcão Villarrica, ao meio dia e aproveitamos pra almoçar. A cotação do peso chileno estava de 212 PCL para 1 R$ e os preços numa primeira olhada impressionavam (um almoço 3.000 PCL) 😀

A cidade de Pucon é uma daquelas que vale a pena ficar as férias inteiras: tem varias opções de esportes radicais, escaladas no vulcão, águas termais, boa estrutura de hoteis e restaurantes, banhos de lago, etc etc etc.

Infelizmente os passeios mais radicais não estavam disponíveis para um deficiente e para uma gravida, então nós fizemos um passeio pra conhecer o rio por onde desceu a lava do vulcão na última erupção, o Lago Caburgua, a Laguna Azul e as águas termais.  E também fizemos uma visita ao Parque Nacional onde fica o Vulcan Villarrica.

Pucon e seu vulcão de estimação

Pucon e seu vulcão de estimação

Queria ver o que acontece quando a luz vermelha acende XD

Queria ver o que acontece quando a luz vermelha acende XD

As pessoas na placa parecem tranquilas demais...

As pessoas na placa parecem tranquilas demais…

Diz que a lava correu por aqui na ultima erupção

Diz que a lava correu por aqui na ultima erupção

Lago Chacabuco

Lago Caburgua

A Lagoa Azul e os brincos da princesa

A Lagoa Azul e os brincos da princesa

Muito bonito tudo isso

Muito bonito tudo isso

Águas termais MUITO quentes

Águas termais MUITO quentes

Chillax bro

Chillax bro

Os possantes

Os possantes

Familia reunida

Familia reunida

Várias fotos antes que o tempo feche de novo

Várias fotos antes que o tempo feche de novo

Vulcan Villarrica em Pucón

Vulcan Villarrica em Pucón

Depois de alguns dias nessa cidade – prometemos que iremos voltar e ficar mais tempo -, nossa próxima parada foi Santiago, capital do Chile (ponto ‘K’ no mapa).

Na verdade não ficamos exatamente em Santiago, afinal não estavamos indo conhecer a cidade, iriamos só pernoitar la, então decidimos parar em Rancágua, a +/- 100km de Santiago.

Achamos, não sei como, uma pousada bem simples, mas boa, na casa de um senhor que nos recebeu muito bem. Fomos comer algo nas redondezas e só encontramos uma pizzaria delivery bem estranha, mas a fome foi controlada à contento 😉

De Rancágua, nosso proximo trecho nos levaria a atravessar os Andes pelo Pazo de los Libertadores, uma travessia impressionante que chega a mais de 3.000m de altitude, passando pelo Aconcágua e montanhas altíssimas. Vale MUITO a pena.

Você se sente pequeno perto dessas montanhas

Você se sente pequeno perto dessas montanhas

Chegando nos Andes

Chegando nos Andes

Curvas fechadas? Imagina...

Curvas fechadas? Imagina…

Cenas estonteantes nessa estrada

Cenas estonteantes nessa estrada

Da pra ver os carros em fila, la em baixo?

Da pra ver os carros em fila, la em baixo?

Saindo do Chile :(

Saindo do Chile 😦

Ponto alto da viagem! 3.152m de altitude.

Ponto alto da viagem! 3.152m de altitude.

Caba não mundão!

Caba não mundão!

Visitinha ao Aconcágua

Visitinha ao Aconcágua

A maior montanha fora dos Himalaias

A maior montanha fora dos Himalaias

Puente del Inca

Puente del Inca

Chegamos em Mendoza debaixo de um calor inacreditável (38ºC as 19hs) e nos acomodamos num hotel em frente à Plaza Libertad, jantamos num restaurante com um chopp gelado e terminamos a noite tomando um sorvete artesanal muito bom.

Em Mendoza colocamos o carrão pra fazer uma revisão, pois ja tinha passado a quilometragem indicada para trocar o óleo. Imaginávamos que podíamos deixar o carro na oficina e ir curtir a cidade, mas como era segunda feira tudo estava fechado…. Com isso, fomos andar pelo parque, comprar vinhos, almoçar e fazer um dia de descanso para nos preparar para a volta até o Brasil.

Não temos muito o que contar do regresso, afinal foram 5 dias até Piracicaba sem muito pra fazer alem de dirigir. Pra não deixar vocês ‘soltos’ no roteiro, os trechos foram os seguintes:

De Mendoza até Bell Ville, passando por Mercedes e Villa Maria; De Bell Ville até Colon, passando por Rosário; De Colon até São Borja (dessa vez ficamos num hotel bem melhor e mais barato); De São Borja à União da Vitoria e de la até Piracicaba, onde a Marilia pegou o vôo até BH pra passar o natal com a família e eu segui com a minha família até Brasilia pra passar o natal.

Alguns dados sobre a viagem:

  • 3 países;
  • 10.000 km rodados;
  • Gasolina na Argentina por volta de R$3,70;
  • Gasolina no Chile por volta de R$ 3,50 e muito boa!;
  • Noticias na TV indicavam que as temperaturas atingiam níveis recordes e o alto consumo de energia levou a balckouts em várias regiões da Argentina;
  • Saimos do Chile bem no dia do 2º turno das eleições pra presidente;

As estatísticas de custos ainda não foram levantadas, mas assim que possível repasso pra vocês.

E que venham as próximas aventuras por esse mundão!

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Do RJ à Chapada

Ultimamente ta meio difícil de atualizar o blog… estas viagens, por exemplo, aconteceram laaaa na primeira semana de julho.

Tirei férias do dia 05 ao dia 14 e montamos uma programação bem diversificada.

Primeiro fomos ao ÉrreJota no primeiro fim de semana, pois a Marilia iria correr a sua primeira maratona!

Estes foram dias muito tranquilos, pelo menos pra mim. Chegamos na 6ª a noite e fomos direto pro nosso hotel na Barra da Tijuca. Nesse hotel tambem estava hospedadas algumas amigas, corredoras, da Marilia.

Na manhã seguinte, acordamos com uma vista deslumbrante da janela!

A vista do nosso quarto (não, não tou falando da morena)

A vista do nosso quarto (não, não tou falando da morena)

Fomos tomar café (que, pelo preço do hotel, poderia ser bem melhor) e conhecer o pessoal. Galera super gente fina, diga-se de passagem!

Daí enquanto a Marilia e as amigas foram la pro Flamengo buscar o kit da corrida, eu e o Flávio fomos curtir a praia e ficamos la até a tarde, quando as meninas voltaram.

aaaah! A vida a beira mar

aaaah! A vida a beira mar

Eu gostei demais da Barra. É uma praia bem bonita, tranquila e não é tão movimentada quanto Copacabana ou Ipanema. O único problema é que é BEM longe do centro, do aeroporto e das atrações principais do RJ.

Fomos almoçar, vimos alguns Globais, conversamos longamente, demos muitas risadas, voltamos pro hotel e, de noite, ainda demos um rolê no Barra Shopping. Capotamos na cama gigante, porque amanhã era o grande dia!

Acordamos bem cedinho, ja que a largada da maratona seria as 7:30 (a da meia-maratona era as 6:30, na frente do nosso hotel). Tomamos café e ja dava pra sentir o clima de tensão no ar: vários atletas comendo quietos, outros falando sem parar, a frente do hotel tomada por corredores, o sol raiando no horizonte e eu ali de ‘penetra’ 🙂

As corredoras!

As corredoras!

Logo as amigas se juntaram à nós e partimos todos pra frente do hotel. Algumas foram pra largada da meia-maratona e a Marilia, junto com a Priscila, tomaram um taxi para a largada da maratona, a 21km dali 😉

Eu fiquei de bobeira, assistindo TV, lendo jornal e esperando o momento em que a Marilia passaria em frente ao hotel (umas 9:40), pra tirar umas fotos.

Foto direto do GloboCop :)

Foto direto do GloboCop 🙂

Vai la que ainda falta 21km

Vai la que ainda falta 21km

Depois disso, meus ‘afazeres’ ja estavam concluidos e o resto do tempo foi dedicado à praia, sol, mar, areia, cerveja e ócio criativo.

As 2 da tarde a Marilia e a Pri chegaram de volta ao hotel. Estavam mortas de cansaço, moídas, suadas, doloridas, mas felizes demais! Tinham acabado de concluir os 42km da maratona do Rio, com direito a medalha e tudo mais!

Foto classica

Foto classica

O merecido descanso veio na forma de uma cervejinha, muito bem gelada, com os pés fincados na areia e um rodizio de sushi pra repor as energias.

O merecido banho de mar

O merecido banho de mar

Poster de propaganda ;)

Poster de propaganda 😉

O dia seguinte foi correria (não, não correram outra maratona). Pegamos o vôo de volta à BSB as 7 da manhã, no Galeão. Isso quer dizer que acordamos as 4:30 pra pegar um taxi as 5 e evitar o transito ao cruzar a cidade.

Chegando em BSB, desarrumamos a mochila, colocamos nossas roupas pra lavar, fizemos compras, arrumamos o carro e rearrumamos a mochila, porque no dia seguinte iriamos continuar as nossas férias na Chapada dos Veadeiros!

Segue o rumo

Segue o rumo

Essas férias em Veadeiros, foram um plano B, na verdade. A ideia inicial era aproveitar que ja estavamos no RJ e ficar mais uma semana conhecendo a Cidade Maravilhosa. Mas como tudo está MUITO caro por la, resolvemos descansar no meio do cerrado, longe de qualquer internet, celular, televisão, poluição e muvuca.

E esse descanso foi mais do que bem vindo. O trabalho, ultimamente, está muito puxado e estressante e eu precisava descansar a cabeça e ‘desopilar o fígado’. E nada melhor do que acampar e tomar banho de cachoeira pra isso 😀

Nossa casa durante essa semana

Nossa casa durante essa semana

Vai um cházinho aí?

Vai um cházinho aí?

E foi exatamente isso que fizemos. Acampamos num camping muito maneiro, com uma cachoeira a poucos metros da barraca, faziamos trilhas durante o dia, tomávamos banho de agua gelada, descansávamos, viamos paisagens deslumbrantes e de noite cozinhávamos e abriamos um vinho pra relaxar.

Pra não me estender muito, deixo algumas fotos pra vocês acompanharem. E que venham as próximas viagens!

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Reportagem revista Fator Vida

Galera, saiu a revista da Federação Brasileira de Hemofilia, com a reportagem que fizeram comigo e o projeto 600k. Ta la na página 24:

http://www.rspress.com.br/userfiles/projetos/editorial_251/#/1/

Link em HTML básico pra quem não conseguir acessar o de cima:

http://www.rspress.com.br/userfiles/projetos/editorial_251/files/assets/basic-html/page1.html

Leiam e divulguem 😉

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Belem do Pará

Feriado fortuito, num ano com poucos feriados, é a deixa perfeita pra viajar.

Vasculhamos os sites das companhias aéreas à procura de passagens baratas. Encontramos umas pra Belem do Pará e para la fomos.

Chegamos na 5a a tarde e logo sentimos o ‘bafo amazônico’: aquele calor intenso salpicado com uma umidade de 99%.

Solução? Tomar um chopp artesanal geladinho num dos melhores lugares para ver o pôr-do-sol em Belem. A Estação das Docas.

Clássico por-do-sol nas Docas

Clássico por-do-sol nas Docas

Chopps artesanais, de açai e bacuri, pra aplacar o calor amazônico

Chopps artesanais, de açai e bacuri, pra aplacar o calor amazônico

Ja comestes palmito de metro? Recomendo...

Ja comestes palmito de metro? Recomendo…

Um guindaste ao anoitecer

Um guindaste ao anoitecer

Saimos ‘balão’ das Docas (depois de experimentar toda a variedade de chopps que tem la), fomos tomar um sorvete na Cairu e voltamos pro hotel para descansar.

Na manhã seguinte acordamos cedinho, pois a ideia era ir pra Cotijuba aproveitar as praias de rio dessa ilha. Tomamos café e pegamos o ônibus na Praça da República rumo a Icoaraci.

Icoaraci é bem conhecida pelas olarias e os artesanatos em cerâmica. É de la que sai o barco pra Cotijuba.

Acontece que quando chegamos encontramos uma fila de gente que dava voltas no quarteirão! MUITA gente se espremendo pra conseguir comprar uma passagem pra Cotijuba. Égua!

Olhei pra Marilia, Marilia olhou pra mim, e desistimos de ir pra praia. Imaginem como estaria por la.

A orla de Icoaraci

A orla de Icoaraci

A muvuca pra pegar o barco pra Cotijuba

A muvuca pra pegar o barco pra Cotijuba

Bem, ja que estávamos em Icoaraci, fomos ver o artesanato local e conhecer a cidade (que, ja aviso, não tem nada de interessante).

Tomando um 'fresca' na beira do rio

Tomando um ‘fresca’ na beira do rio

Voltamos pra Belem, de busão, e como tinhamos o dia ‘livre’ fomos desbravar a cidade. Almoçamos num excelente restaurante, o Remanso do Peixe, e partimos pro Ver-o-Peso.

O Theatro da Paz

O Theatro da Paz

Camarões graúdos? Joia!

Camarões graúdos? Joia!

Almoço chique: pirarucu defumado ao molho de côco e arroz de jambu

Almoço chique: pirarucu defumado ao molho de côco e arroz de jambu

Acontece que o dia não estava pra turismo: por ser sexta feira santa, tudo estava fechado no centro de Belem. A alternativa encontrada foi tão boa quanto. Tomar sorvete olhando o rio.

O porto antigo de Belem

O porto antigo de Belem

Ficamos nessa função, de ver a vida passar, até a noite, quando resolvemos jantar uma pizza de jambu. Recomendo demais experimentar essa iguaria.

O Jambu é uma folha que quando ingerida da uma sensação, bem leve, de dormência na lingua e pode ser encontrada em ensopados, sopas, pizzas, etc etc.

No sábado iriamos embora, então acordamos cedo para aproveitar a manhã e ir, enfim, conhecer o Ver-o-peso. La andamos por tudo, olhamos todas as barraquinhas, vimos frutos, cores, texturas, cheiros e utensilios dos mais diversos.

Passamos pelo mercado municipal de carnes, que é todo de ferro fundido trazido da Inglaterra no auge do ciclo da borracha. Vale a visita (os açougueiros reclamam que mais turistas vem pra ver a arquitetura do que pra comprar carnes)

Mercado de carnes. Construido em ferro fundido trazido da Inglaterra

Mercado de carnes. Não reparem na lixeira.

O moderno, o antigo, o clássico e o extravagante

O moderno, o antigo, o clássico e o extravagante

De lá, subimos as ruas em direção ao centro antigo, onde fica o Forte do Presépio, a Catedral da Sé, a casa das onze janelas e o complexo de Sto. Alexandre. Vale a visita em todos esses lugares que são o berço de Belem.

Um pedinte aos pés da igreja

Um pedinte aos pés da igreja

Portão do aquartelamento

Portão do aquartelamento

Vai encarar os manos do Forte?

Vai encarar os manos do Forte?

Cena bucólica da selva

Cena bucólica da selva

Na mira do canhão

Na mira do canhão

Porta pra natureza na selva de pedra

Porta pra natureza na selva de pedra

Acabamos as visitas quase na hora de fazer o check-out do hotel. Voltamos, tomamos um banho, arrumamos as malas, saimos do hotel, almoçamos e fomos fazer hora no aeroporto. Nosso vôo só sairia as 17hs.

Ah! Antes de ir pro aeroporto passamos numa venda de açaí e compramos 5L pra não faltar em Brasilia. 🙂

Viagem rápida, gostosa, despretensiosa, interessante e repleta de novidades. É assim que tem que ser!

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Video de Bombinhas 2012

Galera, um grande amigo meu, o Felipe Lorozza, editou, cortou, melhorou, remendou e juntou os vídeos que fizemos em Bombinhas.

O resultado é uma viagem pelos melhores momentos desta aventura. Caba não mundão!

 

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Trip Sul-baiana

Quando eu era moleque, acho que eu era o único que ficava feliz quando aparecia a fatídica redação “Minhas férias”. Sempre tinha muita coisa pra contar e escrever. Tenho quase certeza que as professoras não acreditavam em tudo o que eu escrevia, embora fosse tudo verdade.

Mas enfim, vou escrever mais uma redação dessas.

Nossa trip tava marcada pra sair dia 12/10, mas os preparativos ja tavam rolando a uma semana: fizemos várias listas de preparativos, compramos quitutes pra viagem, fizemos alguns sandubas, ajustamos o GPS de navegação, arrumamos o carro e a mochila e partimos. Mas esquecemos o mapa rodoviário (isso vai fazer a diferença no caminhar da narrativa)

O objetivo do primeiro dia era chegar até Diamantina para pernoitar. Entre Cristalina e Curvelo paramos pra tomar um sorvete, na beira da estrada, e eu puxei papo com um cara que tava  dando em cima da vendedora e que era patrão do bêbado que também tava por la. Ele dizia que era melhor a gente ter ido pra Montes Claros e depois pra Diamantina.

Tentamos calcular essa rota no GPS, mas num deu, e como tavamos sem um mapa impresso, desistimos da ideia do tio e seguimos pelo caminho original. E num é que o cara tava certo. Fizemos um baita desvio, com 60km de terra no meio.

As serras a caminho de Diamantina

Chegamos no final da tarde e logo conseguimos uma pousada super estilosa, num casarão antigo e com um Chá da tarde nos esperando. Show!

O carrão nas ladeiras da velha cidade

Isso que é cara chique

Chá da tarde, na varanda ao lado do fogão a lenha

A noite saímos pra achar algo pra comer e fomos parar no antigo mercado central. La tava rolando uma feira de artesanato, alguma barraquinhas de comidas tipicas e, pra nossa surpresa, uma excelente banda de chorinho começou a tocar. Foi ali que ficamos, comendo, bebendo e vendo os velinhos da cidade dançarem. Noite perfeita.

Nós

Saimos de Diamantina na chuvosa manhã seguinte, depois de um cafézão colonial, rumo à Caraíva. Pelo menos era isso que a gente esperava.

O Passadiço e o passadão

A gente só não sabia que essa rota que fizemos passava pelo Vale do Jequitinhonha todinho e por la as estradas estão muito ruins e a maioria é de terra. O que valeu foi ver de perto a pobreza e vida dura que o pessoal leva nessa região. Muito sofrida a lida por la. Várias cabeças de gado mortas, casas abandonadas e lavouras desertas. Todo mundo fugindo da seca.

Nesse dia chegamos até Eunápolis, a noite, e resolvemos parar por ali mesmo. Foi uma boa ideia porque a estrada até Caraíva é muito ruim e enfrentá-la a noite ia ser dureza.

Na manhã seguinte! Ânimos renovados e a expectativa pra finalmente chegar em Caraíva era grande. Abastecemos e partimos!

Aqui a estrada ainda tava muito boa

Aqui ja não tava mais tão boa:

Mas eis que…. Chegamos em Caraíva!!! êê!

Antes de continuar coloque esta musica pra tocar:

Cheguei em Caraíva / Atravessei numa canoa

Encostei no Porto Grande / Ai mas que cidade boa

Nem vou escrever muito sobre este lugar. É uma vila muito pequena, sem carros, ruas de areia, vida pacata, entre o rio e o mar, onde o relógio anda mais devagar e a vida tem outro sabor. Tenho que chamar atenção pra ÓTIMA pousada onde ficamos. Simplesmente espetacular em todos os sentidos, recomendo demais.

Começando bem o dia!

Nossa casinha em Caraiva

Haja força pra andar nessas areias

Assim íamos levando a vida

Tranquilo. Só isso.

A igrejinha de Caraíva. Reparem que não entram carros e as ruas da vila são todas de areia

Um artista precisa de muitas ferramentas

O centro da Vila de Caraíva na hora do Rush

Pescando pro sustento. Amanhã eu penso no que vou comer amanhã

Entre os passeios pela vilazinha encontramos um grupo de indiozinhos (tem uma aldeia perto da vila). Eles não conseguiam falar o meu nome e em vez de “Marcos” só saía “Márcio”. Depois de muito corrigir desisti e disse que podiam me chamar de “Zé”, no que eles perguntaram: “Mas é José Marcio?” 🙂

Eles ficaram super intrigados com minhas muletas e eu ensinei eles a andar com elas. Foi uma festa.

Os indiozinhos que queriam aprender a andar de muletas

Entre um banho de praia e de rio, fizemos alguns passeios: descemos de boia ao sabor do rio – detalhe que perdi minha maquina à prova d’agua nesse passeio – e fomos de buggy até a Barra do Corumbáu. Esse último eu recomendo demais da conta! O lugar é super bonito, numa enseada de águas azul turquesa e areias brancas.

Muitas emoções e adrenalina no rafting baiano

Da pra ver o morrinho la atrás? É o Monte Pascoal

Cenas caiçaras no caminho do buggy

Deixamos o buggy pra trás. Agora é a pé

Muito mar e sol. Acho que um coco vai bem

Chato né?

Praia lotada. Não sei como consegui me acostumar com tanta gente

Fotos artisticas

Vai um Sminofface aí?

Um belo dia resolvemos sair da vila de Caraiva e ir conhecer Trancoso e Arraial D’ajuda. Acho que eu e a Marilia estavamos numa onda-roots-tranquila-positive vibe-relax e nos assustamos com a quantidade de gente que tinha nessas cidades. Arre!

Comparem com a foto da Vila de Caraíva. Quantas diferenças você consegue identificar?

Axé meu povo!

Almoçamos e na volta ainda passamos pela Praia do Espelho, que é dita ser uma das mais bonitas do Brasil, mas que, pra mim, perdeu feio pra Corumbáu.

Praia do Espelho

Depois de uma semana curtindo essa vida tranquila ja era hora de partir. Rumo à Itacaré.

Fomos por dentro, passando por Ilhéus.

Itacaré foi outra vibe, mas tão boa quanto. Cidade mais turística  maior e cheia de gringos. Nossa pousada não era la grandes coisas, mas isso pode ser apenas uma opinião de alguém que estava acostumado com outro nível em Caraiva 😉

A orla de Itacaré

Em Itacaré, visitamos várias praias muito bonitas. Lembrete especial pra trilha até a praia de Jeribucaçu: muito dificil e muito longa, foi phoda, mas chegar até aquela prainha valeu todo esforço.

Praia de Itacarézinho ao fundo

Onde o mar encontra a areia e a areia vira céu

Mundão!

Duas loiras suando frio

Nossas companheiras. Bromélias praianas de vibe boa

Final da trilha pra Jeribucaçu. Enfim o mar!

Jeribucaçu. Viva \o/

Fizemos uma trip pra conhecer a Península de Maraú. O pessoal vende esse passeio na cidade, dizendo que é preciso ir de carro 4×4, porque a estrada é ruim etc etc. Como estávamos com o carrão, fomos por nossa própria conta e risco.

Realmente a estrada é bem ruim, mas da pra ir com carro normal, se você for cuidadoso, até Taipus de Fora. Pra chegar em alguns outros cantos e praias, realmente só da pra encarar com carro traçado.

A vila de Maraú

O carrão querendo tomar banho de mar

A praia de Taipus de Fora é realmente fora de série! Linda mesmo. Águas transparentes, areias brancas e recifes de coral pra mergulhar. Vale a visita, sem dúvidas.

Taipus de Fora. Ô praia bonita da po___

A gente tava se estressando muito aqui. Acreditem

Na volta, vimos várias placas indicando “Itacaré via balsa” e resolvemos experimentar essa opção. Detalhe, ja eram 17:30 e ir para a balsa representava um desvio de 10km pra ir por uma trilha não muito boa, cheia de alagados e atoleiros de areia.

Chegando no final da trilha, esperando encontrar a balsa, descobrimos que NÃO EXISTE MAIS ESSA OPÇÃO! Puts!

Itacaré ta ali, do outro lado, na margem oposta, nem 1km nos separam, é só atravessar esse rio. Mas cadê a balsa?

Bora voltar pela trilha. A noite. E ainda temos mais uns 30km pra chegar em Itacaré… Sem erro. foi uma experiência muito massa!! Tensão e divertimento total! Até fizemos um filme:

 

Outra trip maneira que fizemos foi remar até a Cachoeira do Cleandro. É uma caxu que deságua no mangue, com água geladinha.

Rema, remador

Bromélias da areia

Chega de água salgada hoje eu quero uma caxu

Água gelaaada

Na volta paramos nossa canoa num restaurante na beira do rio, pra comer um peixe, tomar suco de cacau e descansar numa rede na sombra.

Suco de cacau no próprio cacau

Tem gente que vai ficar com inveja do tanto que eu descansei nessa viagem

Remando de volta a Itacaré

Alem disso, vida praiana à rodo.

É muita praia pra explorar

Levando o céu azul no bagageiro

Da pra me ver ali boiando na água? Não? Mas tou la.

Céu azul azulzinho

Praia da Engenhoca. Viu o mar la atrás?

Pena que tudo que é bom acaba e era hora de rumar de volta pra casa.

Descobrimos que a estrada que vai de Itacaré até a BR 101 ta em péssimas condições e demoramos 2h pra percorrer os seus 50km. Voltamos por um caminho diferente da ida, passando Jequié, Caetité, Bom jesus da Lapa e Correntina. Aqui o mapa rodoviário fez tanta falta (o GPS não tinha essas estradas cadastradas) que compramos um num posto, atualizado pra 1998, mas que valeu muito.

1.300km em dois dias enfrentando umas retas imensas, um calor de queimar asfalto e uma aridez inacreditável.

Infinita highway do sertão

Muita seca, muita poeira, muito calor, muito sol, sertão total. E aqui fica a Floresta Nacional de Contendas do Sincorá. Excelente.

Bom Jesus da Lapa

Rio 40 graus? Nope.

Agora estou aqui repassando as fotos, as memorias, os videos e escrevendo pra vocês. E só posso dizer que ja deixou saudade. Tomara que vocês possam, um dia, conhecer essa região incrível do Brasil.

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Travessia Ilha do Arvoredo 2012

EDIT: Coloquei mais fotos pra vocês. 😉

Ja que minha vida é baseada num historia real, esta travessia foi lendária.

O objetivo desta prova é nadar todos os 25km da Ilha do Arvoredo até a cidade de Bombinhas. A prova pode ser feita, em revezamento, por grupos de até 5 pessoas ou solo, onde o nadador nada tudo sozinho, sem poder subir no barco.

Tae o percurso da prova!

Ta, mas comecemos do começo.

Eu e a Marilia saimos de casa na 6a feira, rumo à Ilha de Santa Catarina, cidade de Florianópolis, onde encontrariamos o restante da nossa equipe: o nosso coach Marcel (e familia) e o Alejandro.

O cara da locadora de carros ja estava a nossa espera, e depois de concluidos os trâmites, partimos rumo à Lagoa da Conceição para almoçarmos as ja famosas ‘sequências de camarão’, basicamente, diferentes pratos de camarão e um prato completo de peixe no final. Uff, fiquei espanturrado de tanto comer.

Depois do almoço o Marcel ficou em Floripa e o resto da trupe (eu, Marilia e Alejandro) entrou no carro e pisou fundo até Bombinhas.

Chegamos em Bombinhas ja a noite, cansados, e o que encontramos não era muito animador: uma cidade vazia, com vários estabelecimentos fechados e um vento frio de bater o queixo.

Fomos até a pousada, que tinhamos reservado, fizemos check-in, mas tivemos algumas surpresas.

O preço do hotel era bem barato, só que não incluia café da manhã e nem toalhas nos quartos. Depois de uma boa conversa com o dono da pousada, conseguimos toalhas pois ele nem avisou sobre isso quando reservamos.

Bom, voltando. Vestimos uma roupa mais quente (eu, por exemplo, estava de bermuda e camiseta, afinal estava em Floripa) e fomos comprar nosso café da manhã e buscar um barzinho pra tomarmos um chopp antes de deitar.

Até encontramos um, mas que tava bem vazio e, juntando com o frio que fazia, tomamos apenas duas garrafinhas de Baden Baden e voamos pro hotel pra tomar um banho quente e dormir. Detalhe que o chuveiro queimou e tomamos banho frio pelo resto da estadia. Tudo bem. Acontece e fortalece.

Sabado de sol! E que sol. Quente, com um céu azul de brigadeiro. Pulamos cedo da cama e logo depois do café da manhã partimos pra explorar as redondezas.

Fomos pra praia de Quatro Ilhas (de onde da pra ver a Ilha do Arvoredo e o tamanho da encrenca) e pra praia Retiro do Padre, uma prainha escondida e cheia de pedras, mas muito bonita.

Paramos na praia central de Bombinhas e nos acomodamos: alugamos cadeiras, um guarda-sol, pedimos uma cervejinha muito bem gelada, uma porção de iscas de peixes e relaxamos.

Aproveitamos pra testar a água e nadar um pouco. Veredicto: água fria, mas não insuportável, transparente, salgada e molhada 😉

La pelas tantas (acho que eram umas 16:00), resolvemos ‘almoçar’ num restaurante a beira mar e logo depois o Marcel chegou e veio almoçar com a gente.

O simpósio técnico, da travessia, ia ser as 18hs num restaurante local, então saimos da praia, tomamos um banho e rumamos pro encontro.

Lá deu pra ver que a coisa é séria. Vários atletas presentes, varios avisos sendo repassados pela organização, varios barqueiros e salva vidas se reunindo, mapas sendo analisados, dicas sendo anotadas, ansiedade no ar e adrenalina nas veias.

Saimos de lá sabendo que ia ser uma aventura e tanto. Daquelas que geram historias que serão lembradas por anos a fio. Daquelas que serão contadas aos mais novos com ares de façanhas.

Depois do simpósio, fomos pro supermercado comprar todos os mantimentos que levariamos no barco. E compramos muita coisa mesmo, afinal estavamos nos planejando pra passar 9horas num barco e nadando.

Partiu dormir que o dia seguinte seria looongo.

2:45 da manhã acordamos, nos trocamos, arrumamos as malas e fomos preparar o café da manhã pois o nosso quarto seria o ponto de encontro do resto da galera.

Devidamente alimentados, trancamos nosso quarto, colocamos nossas coisas no quarto do Marcel (o check-out seria as 12:00 e não estariamos presentes), entulhamos o carro de gente e mantimentos e fomos até o trapiche onde embarcaríamos.

3:45 da manhã estavamos, feito muambeiros, andando pelo trapiche buscando pelo barco que nos levaria até a Ilha do Arvoredo. A organização chamou nossa equipe e indicou um barco bem bacana, desses de pescador, mas com um teto e bastante espaço.

Aguardamos a autorização de partida e começamos a navegar as águas que dali a pouco nadariamos.

A ida até a Ilha demorou, mais ou menos, uma hora e meia, duas horas, e chegamos la por volta das 6:30 da manhã. Detalhe que o mar estava bem agitado durante toda a ida e continuou assim por boa parte da volta.

Fui o primeiro a cair nas aguas frias do oceano e, conforme tinhamos combinado, nadei por uma hora, o que deu +/- 2.500m. O Marcel foi o segundo e pegou um corrente que o atrapalhou bastante, tanto que não desenvolveu bem e tambem nadou 2.500m em uma hora.

Na final da sua hora de natação, bem quando ia fazer a transição com o Alejandro, nosso coach passou mal (por causa do mar agitado) e subiu ao barco bem mareado. Ficou com estomago embrulhado por um bom tempo. O mesmo aconteceu com o Alejandro, ao sair da água e entregar a natação pra Marilia. Tanto que ele capotou e dormiu pra tentar curar o enjôo.

Ficamos até com medo de não conseguirmos completar a prova por causa das correntes e pelos colegas debilitados, mas resolvemos ver até onde conseguiriamos ir.

A Marilia nadou muito bem (2.500m) e quase foi bicada por uma gaivota enquanto nadava.

Decidimos diminuir o tempo de nado e quando eu cai pela 2ª vez, nadei por 1/2 hora (1.500m) e todos fizeram o mesmo. Acontece que conseguimos sair das correntes e o Marcel e o Alejandro tiraram a diferença, nadando 2.000 e 2.500m, respectivamente, em meia hora.

Nessa hora sabiamos que conseguiriamos e quando cai na água pela 3ª vez, fiz o percurso de entrada na baía de Bombinhas! Ja dava pra ver a cidade e as boias de marcação, indicando o caminho pro pórtico de chegada! Iamos conseguir completar dentro do tempo regulamentar!

Quando faltavam menos de 1.000m todos nós pulamos na água pra chegarmos juntos na chegada. O turno da vez era do Alejandro então ele deu um tiro pra chegar logo e parar o cronometro da nossa equipe e, feito isso, voltou pra chegar, de novo, com toda a equipe no final.

Pura alegria! Conseguimos completar os 25km em 6 horas e 50 minutos, e ficamos em 3º lugar na categoria ‘revezamento de 4 pessoas’.
Teve até entrevista pro jornal local.

Almoçamos (eu tava morrendo de fome). Eu e a Marilia ainda voltamos pro hotel, nos arrumamos, pegamos nossas coisas, nos despedimos da galera e voltamos pra Floripa pra pernoitar, afinal nosso vôo sairia na 2a bem cedinho.

Galera, esta é foi uma das provas mais legais que ja participei. Espero que vocês, que lêem este blog, possam um dia sentir a emoção de nadar em mar aberto e completar uma prova dessas! Vale todo esforço e todos os treinos.

Fiquem com as fotos dessa aventura:

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Venezuela

Como vocês (que ja visitam este blog ou que estão aqui pela primeira vez) imaginariam o meu Reveillon? Num clube, ao som de musica eletrônica, regado a whisky e cheio de gente?

Espero que NÃO, pois fui receber o ano de 2012 acampando na Venezuela! Bem mais meu estilo… hehehe

Mal tinha acabado de saborear as guloseimas de natal e ja no dia 26, de manhã, embarquei rumo a Boa Vista em Roraima. La eu ia encontrar com o resto do pessoal que ia integrar a trip pra terra de Hugo Chaves.

Vale ressaltar que das 4 pessoas que iam comigo, eu só conhecia uma menina. O resto eu ia conhecer la em Boa Vista.

O aeroporto de BSB estava crowdeado (cheíssimo) quando eu cheguei pra pegar o voo. Só pra vocês terem noção, a fila de prioridades saia do saguão de tão longa! Mas o lado bom disso é que acabei encontrando um ex-estagiaria do Ibama, que também estava indo pra Boa Vista com o namorado pra passar o Reveillon no alto do Monte Roraima. Loko neh?!

Acabaram entrando comigo no avião e me ajudaram a pegar as malas em BV e rachamos um taxi ate a cidade. Deixei-os no hotel e rumei pra ‘casa do Thiago e do Ed’.

Quem são o Thiago e o Ed? Eu também não sabia, mas o Thiago (amigo dos integrantes da trip) tinha oferecido a casa pra gente ficar em BV, ate embarcar pra Venezuela.

Chegando la encontrei com a Dê e conheci o Ed. Saímos pra almoçar, fomos ate a rodoviária ver se as passagens reservadas pelo Thiago ainda existiam e fomos tomar um excelente banho numa das praia do Rio Branco. Com direito a por do sol!

Anoitecer no Rio Branco em Boa Vista

A noite preparamos um belíssima macarronada (‘belíssima’ pq fui eu que fiz hehe), papeamos, tomamos um breja gelada pra amenizar o calor amazônico e fomos dormir. O Ricardo e o Luiz chegaram à casa as 2 da matina.

No cafe da manha, do dia seguinte, 80% da trupe ja estava formada. Faltava a Claudinha, mas íamos encontrar com ela ja na Venezuela.

Decidimos partir pra Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, de taxi. Essa viagem de carro é muito comum por la e sai baratinho (R$20,00 p/p). A ideia era atravessar a fronteira e chegar em Santa Elena de Uairem, pernoitar, fazer umas compras (la os preços são mais baratos) e pegar o nosso onibus no lado Brazuca, no dia seguinte.

Esperando o busão na rodoviária de Pacaraima (BR)

Depois de fazer compras em Santa Elena

O primeiro pedaço da nossa viagem:

 

Deu tudo muito certo, compramos mantimentos e 3 garrafas de Rum Venezuelano, trocamos nosso dinheiro e subimos no busão em Pacaraima rumo à Puerto La Cruz, a 20 horas de distancia!

Fato engraçado. Foi mais dificil sair do Brasil na Policia Federal do que entrar na Venezuela, que apenas carimbou o passaporte.

Entramos na Venezuela!

No busão ate Puerto la Cruz passamos pelos famosos Tepuis e por paisagens lindas da Gran Sabana. E pra estreitar os laços entre nós e entre os passageiros, abrimos uma das garrafas de Rum e passamos a bebericar e conversar, não deixando os outros passageiros dormir hehe

Bebendo, falando besteira e não deixando ninguem dormir

Chegamos em Puerto la Cruz (de onde saem os ferries pra famosa Ilha Margarita) as 5 da manhã e depois de um café da manha de enpanadas de frango, embarcamos noutro onibus rumo a Maracay, a 8h de distancia. No caminho passamos pela capital, Caracas, que parece um misto de São Paulo com Rio de Janeiro: Metropole gigante, suja e com favelas por todos os lados ate o alto dos morros.

Em Maracay descemos numa rodoviaria cheia de gente e fomos logo procurar algo pra comer pois estávamos todos brocados. Esse foi meu primeiro encontro com as Arepas, que parecem um burrito, assado com queijo, frango, salada e molho. É muito bom! Comi dois hehe

O busão que pegamos em Maracay, rumo a Choroni (2hs), merece um paragrafo a parte. Imagine um busão antiquíssimo, daqueles escolares americanos, cheio de gente e bagagem, todo pintado em cores chamativas, com um motor que superaquecia toda hora, subindo e descendo uma serra numa estrada que só passa um carro por vez, a TODA VELOCIDADE e buzinando!  Conseguiram imaginar? Não? Então deem uma olhada no video abaixo, que gravei do lado de fora do busão. Só sei que foi muito massa!

Chegando em Choroni (tambem chamada de Puerto Colombia) procuramos uma pousada barata, jogamos nossa mochilas e fomos caminhar pela vila. É uma vila de pescadores bem pequena e pacata. Tomamos algumas cervejas vendo um grupo de batuque, caminhos pela praça, conhecemos o dono do Cyber Café local que ia nos arrumar um barco pra Chuao, voltamos pra pousada e nos aprontamos pra sair na night! Um banho caiu muito bem depois de 30hs de busão.

Esperando o tempo passar à beira mar

Saímos pra tomar uns drinks no bar chique local, fomos ver se tinha algum agito na praça (ate tinha mas nada emocionante), caminhamos mais um pouco e voltamos pra capotar na cama.

Momento chique da viagem. Mojitos e cervejas em Choroni

No dia seguinte acordamos, fomos ate a venda de Arepas, andamos ate a Praia Grande e enquanto eu ia caminhando devagar pro porto, a galera voltou mais rápido pra pegar nossas mochilas e fazer algumas compras antes de partirmos pra Chuao.

Pegamos o barco, que o dono do Cyber café nos arrumou, e partimos com mais algumas pessoas pra prainha onde iriamos ficar uma semana (abaixo, imagem de satélite da Praia de Chuao):

De lancha rumo a Chuao

Sempre bem animados

A praia de Chuao! (da pra ver as barracas dos campistas?)

A vista que eu tinha da minha barraca. Vida dificil....

Chuao. Guardem esse nome. Eu ainda volto la.

É uma praia semi deserta onde só se reúnem pessoas aventureiras e de vibe positiva. Acampamos na areia, de frente ao mar, embaixo de uma sobra de coqueiros e ouvindo as ondas. La mora o Manzanita, que é tipo um ‘pai’ de todos que acampam por la. Ele recebe todo mundo, vende cervejas geladas, prepara almoço se você encomendar, bate papo, conhece tudo da região, tem todos os contatos que você nem sabia que precisava e alem de tudo é um cara super humilde e gente boa.

La tambem encontramos a Claudinha, a ultima integrante da trupe, que ja havia feito amizade com todos os campistas heheh

Primeiro brinde na praia de Chuao

Que mais um homem pode querer?

A casa do Manzanita. Sim, ele morava aí.

Nem sei o que dizer nesta legenda. Só sei que a vida era muito boa por la.

Passamos o Reveillon. Foi uma das festas mais simples mas mais bonitas que eu ja presenciei. Todo mundo confraternizando na varanda do Manzanita, se abraçando e desejando felicidades na chegada do novo ano. Logico que também pulamos 7 ondas do Caribe pra dar sorte em 2012!

Dormir ouvindo as ondas quebrarem na areia e a lua se deitar no mar

Janta = fazendo farofa na praia

Sociedade alternativa praiana de Chuao

Os dias em Chuao passaram voando, sendo curtidos com sol, amigos, caminhadas, banhos de rio, visitas à outras praias, visitas ao povoado, cerveja gelada, frescobol, mergulho, natação, yoga, lual, calamares, pescados, etc etc etc.

A vilazinha de Chuao que vive de plantar cacau e fazer chocolates e etc

Praça da igreja e também terreiro comunitário pra secar cacau

Um brinde à Chuao!

A praia de Cepe

Mais uma vez mostrando como a vida era difícil. Agora na praia de Cepe

Infelizmente chegou a hora de ir embora. O Alejandro, um bombeiro Venezuelano que estava viajando sozinho, se juntou ao nosso grupo pra seguir viagem com a gente e logo todas as pessoas que conhecemos em Chuao, vieram se despedir da gente. O Manzanita nos ajudou a carregar as mochilas ate o barco e ficou na praia dando tchau ate a gente sumir de vista nas ondas.

Nos despedindo do Manzanita (O Sr. em pé entre as duas meninas)

Carregando as malas ate o barco que nos levaria embora

Contrabando de sacos de lixo

Iamos rumo ao Parque Nacional Morrocoy, um parque que abriga vários atóis (chamados por la de Cayos) onde se pode passar o dia ou acampar.

O barco ia nos levar ate Puerto Cabello, mas o barqueiro parou uma praia antes porque nos disse que os militares criam muitos problemas em P. Cabello por ser uma cidade maior. Beleza, no problem. Caminhamos um pouco, arrumamos as mochilas pra diminuir o numero de volumes nas nossas mãos, comemos uns pães e fomos ate o ponto de onibus que nos levaria ate P. Cabello.

Uma pausa antes de pegar o bumba ate Puerto Cabello

De la, pegamos um outro busão ate Tucacas, cidade sede do P.N. Morrocoy.

A turma do fundão

Adeus praias desertas!

Ao chegar, mortos de fome, fomos almoçar num restaurante muito chique, mas relativamente barato pra nós tupiniquins. Almoçamos uma comida muy sabrosa, aproveitamos pra limpar a cara no banheiro (não tinha visto um espelho a mais de 9 dias e me assustei com meu estado haha), escovar os dentes, necessidades fisiologicas e seguir em frente ate a sede do Parque.

Os garçons não acreditavam que esse mendigos mochileiros iam almoçar ali

Pagamos nossa estadia de camping pra 3 dias (10 Bolivares = +/- R$2,00 por dia), compramos mantimentos, conseguimos uma lancha pra nos levar e partimos rumo ao Cayo Sombrero.

As mochileiras chegando à sede do P.N. Morrocoy

Chegando no Cayo Sombrero

Chegamos no final do dia e logo partimos pra procurar um bom lugar pra colocar as barracas. Detalhe que em Chuao ja tinham nos alertado pra grande quantidade de mini-borrachudos (piuns) que tinha nos cayos e logo na chegada ja fomos recepcionados por eles! Uff!

(Na imagem de satelite acima, da pra ver a quantidade de barcos chegando e saindo do Cayo Sombrero)

Depois de tudo montado, partiu banho de mar! E que mar! Tão transparente que dava pra ver o fundo de corais mesmo com a luz da lua! Aproveitamos pra apreciar o céu estrelado e a lua quase cheia que nos vigiava. Nessa hora ficamos sabendo que não havia água doce para tomar banho no Cayo. No problem, ficamos os próximos 3 dias tomando o ‘banho pirata’: banho com sabão, no mar.

Na manhã seguinte a horda de borrachudos, que de tão pequenos passavam pela tela da barraca, nos acordaram as 6 da manhã e, num ato de desespero pra fugir deles, abri a barraca e corri pro mar. E não fui o único porque todos tiveram a mesma ideia e nos encontramos no banho de mar matinal hehe

Acordados pelos mosquitos a tempo de ver o nascer do sol

Vista da Barraca II

Outro detalhe que descobrimos logo depois, foi que os Cayos LOTAM de pessoas que vem passar o dia. Depois de uma praia semi deserta, aquela quantidade de gente assustou. Mas logo nos acostumamos e passavamos o dia bebendo, conversando, curtindo a praia, mergulhando e cuidando das barracas.

Deu pra sacar como enchia de gente?

Compramos essa boia-bar-porta-copos. A melhor compra da viagem!

Los piratas del Caribe

Aguas cristalinas

Um ser estranho da fauna local

Preciso de um curso de fotografia subaquatica

Maldito tiempo que se acaba...

Depois das 17hs a praia era só nossa de novo!

Anoitecendo nos Cayos

No penúltimo dia antes de voltar ao Brasil, deixamos o Cayo Sombrero para traz e rumamos pra cidade de Chichiriviche. Descobrimos que os barqueiros, que levam e trazem turistas aos Cayos, formam um verdadeiro cartel e se você não combinou a volta com o barqueiro que te trouxe, nenhum outro barqueiro te levará! Ficamos um bom tempo tentando achar uma boa alma que nos levasse pro continente e nada. Ate que depois de muita procura, um grupo de turistas colombianos nos deixou voltar no barco deles. Ufa!

Adios Cayo Sombrero

A cidade de Chichiriviche foi uma decepção. Feia, suja, mal iluminada e sem placas de localização. Por sorte tínhamos a indicação de uma pousada onde poderíamos procurar um quarto. Chegamos na Pousada (na verdade a casa de um mulher que aluga os quartos) e fomos muito bem recebidos. Ficamos num quarto para 5 pessoas.

Aproveitamos que o dia ainda ia durar mais um tempo e fomos visitar o Cayo Muerto que fica logo em frente à cidade. Logicamente estava CHEIO de gente, mas encontramos uma sombra e passamos o resto do dia. Ate fizemos amizade com um grupo de venezuelanos bebados que nos ofereciam Cuba Libre toda hora.

Cayo Muerto

Voltamos pra cidade, tomamos um banho (estávamos a 4 dias sem banho de água doce, lembra?) e saimos pra jantar. A rua a beira mar, nessa hora, tinha se transformado numa balada a céu aberto com muita gente bebendo, dançando e carros passando com musica alta, uma verdadeira babilonia em chamas, na linguagem bixo-grilo.

Fomos em 4 restaurantes procurando um lugar para sentar e só fomos encontrar no ultimo. Das varias opções no Menu, o lugar só tinha opção de pescado frito com tostones (bananas fritas) y ensalada. Comemos, voltas e dormimos porque afinal o dia foi cansativo.

Acordamos cedinho no dia seguinte, porque teoricamente a dona da Pousada tinha combinado com um amigo, dele nos levar ate Valencia a caminho do aeroporto internacional. Na verdade, o tal amigo só foi aparecer la pelas 8:30, depois de termos tomado café e ja pensado num plano B.

A viagem ate Valencia (2hs) foi num daqueles carros gigantes (tipo Landau), uma verdadeira banheira sobre 4 rodas hahaha

4 passageiros atras e eu e o motora na frente!

O banheirão que nos levou ate Valencia

Chegando em Valencia ja conseguimos um outro carro pra nos levar ate o aeroporto internacional em Maiquetia (região metropolitana de Caracas). Essa ‘pernada’ durou 3 hs e chegamos no aeroporto as 13:30+/-, sendo que nosso vôo só sairia as 19:35. Portanto, almoçamos, enrolamos um pouco, fizemos o Check in e fomos gastar os últimos Bolivares no Free Shop.

A viagem de volta ate Brasilia foi cansativa, mas sem transtornos, e cheguei por aqui as 9:30 do dia 8 de Janeiro de 2012, pronto e renovado pra enfrentar esse novo ano que começava.

Afinal, receber o ano numa viagem boa como essa só pode trazer coisas boas pra 2012!

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E la vou eu pras minhas férias

Pois é… Já fui e já voltei… não consegui escrever no blog durante essa viagem infelizmente.

Mas não temam! Farei um apanhado geral do que aconteceu na viagem nos proximos posts.

Sai de BSB no dia 13 para uma rápida parada em Piracicaba. No dia 14 logo depois do almoço fui levado por mainha ate Campinas pra pegar o ônibus ate Guarulhos onde pegaria o avião.

Já no começo dessa “etapa” tive alguns imprevistos: o ônibus quebrou no meio da Anhanguera e ficamos por mais ou menos 1h esperando um ônibus! Mas isso não foi de tudo ruim… Pra matar o tempo comecei a conversar com uma moça, professora de biologia numa escola internacional em Campinas e que estava de viagem marcada pra Nova Iorque. A conversa foi tão massa que só terminou em Guarulhos, quando tive que sair correndo do ônibus pra não perder o vôo.

O vôo de 12hs da KLM ate Amsterdam foi tranquilão e com muito conforto. Conversei bastante com o passageiro do meu lado: um jogador de futebol (brazuca) que mora na Suécia e que estava brabo com seu agente pois este tinha lhe reservado um assento na cadeira do meio e longe da sua esposa.

A conexão em Amsterdam foi curtinha e logo já estava no vôo em direção a Paris!

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